segunda-feira, 27 de maio de 2013




O Impacto das Tecnologias de Informação & Comunicação na Educação em Moçambique






Osvaldo Francisco de carvalho Choé, natural da cidade de Quelimane província da Zambézia, nacionalidade Moçambicana. Tem formações em Elaboração, gestão avaliação e monitoria de projectos de Desenvolvimento, associativismo juvenil, Hiv-sida. Licenciado em ciências Militares pela Academia Militar Marechal Samora Machel, Mestrando no curso Educação/formação de formadores na Universidade Pedagógica Delegação da Beira. Actualmente é oficial das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.


Resumo

Neste artigo, o autor defende que com a implementação das tecnologias de informação e comunicação (Tic) na educação em particular no ensino, haver uma democratização no ensino evoluindo desta forma as metodologias de ensino, fazendo do estudante o elemento activo e efectivo na aprendizagem. As Tecnologias de Informação e Comunicação não são apenas simples instrumentos que possibilitam a emissão, recepção de informações ou conteúdo como se tem dito nos bastidores, mas sim que contribui positivamente para mudanças cognitivas do indivíduo e a organização da educação e da escola. O autor neste artigo descreve e analisa o impacto das tecnologias de informação e comunicação na Educação particularizando no processo de ensino e aprendizagem. Com este objectivo, o autor aborda conceitos e práticas de forma a apoiar a educação, a escola, os professores assim como os estudantes a desenvolverem trabalhos com recurso as tecnologias de informação e comunicação disponíveis.

PALAVRAS-CHAVE: Tic, computadores, Processo de Ensino-Aprendizagem,




Summary

In this article, the author argues that with the implementation of information technologies and communication (TIC) in education particularly in education, there is a democratization of the education thus evolving teaching methodologies, student making the active element and effective learning. The Information and Communication Technologies are not only simple tools that enable the issuance, receipt of information or content as has been said on the sidelines, but that contributes positively to cognitive changes of the individual and the organization of education and school. The author of this article describes and analyzes the impact of information and communication technologies in education individualising the process of teaching and learning. With this aim, the author discusses concepts and practices in order to support education, the school, the teachers as well as students develop work using the technologies of information and communication available.

KEYWORDS: Tic, computers, Teaching-Learning Process




Résumé

Dans cet article, l'auteur soutient que la mise en œuvre de technologies de l'information et de la communication (TIC) dans l'éducation, notamment dans l'éducation, il ya une démocratisation de l'éducation évolue donc les méthodes d'enseignement, les étudiants faisant l'élément actif et un apprentissage efficaces. Les technologies de l'information et de la communication ne sont pas seulement des outils simples qui permettent à l'émission, la réception de l'information ou du contenu comme il a été dit dans les coulisses, mais qui contribue positivement aux changements cognitifs de l'individu et l'organisation de l'éducation et de l'école. L'auteur de cet article décrit et analyse l'impact des technologies de l'information et de la communication dans l'éducation individualisant le processus d'enseignement et d'apprentissage. Dans ce but, l'auteur aborde les concepts et les pratiques afin de soutenir l'éducation, l'école, les enseignants ainsi que les élèves développent le travail en utilisant les technologies de l'information et de la communication disponibles.

MOTS-CLÉS: TIC, ordinateurs, processus enseignement-apprentissage




1.      Introdução

A implementação das tecnologias de informação e comunicação (Tic) na educação vai causar sempre mudanças no meio das escolas assim como no processo de ensino e aprendizagem, uma vez que esta introduzida pode gerar inovação nas metodologias de ensino e de pesquisas, sem alterar o funcionamento normal da escola ou reduzir o quadro do pessoal. Quando se esta perante uma inovação ou mesmo algo que gera inovações vai sempre se esperar alguma mudança e essa mudança vai trazer resultados positivos ou negativos, caso contrario não se investiria na tal inovação, neste caso referimos das Tic nas escolas que para sua implementação custa valores monetários muito elevados. Com este pensamento pretende-se neste artigo analisar o impacto das tecnologias de informação e comunicação na Educação particularizando no processo de ensino e aprendizagem.

Considerando a amplitude do impacto das tecnologias de informação e comunicação na educação é possível imaginar a enorme abrangência de seu impacto quer na área administrativa da escola assim como a pedagógica. Segundo Gonçalves (1994:66), Os impactos das tecnologias sobre as competências e características das empresas podem ser classificadas em duas dimensões: a dos conceitos principais da empresa e a da ligação entre esses conceitos e os componentes dos serviços prestados.

Seguindo o raciocínio do Gonçalves, as tecnologias de informação e comunicação podem ser fundamentais e importante no PEA e na área administrativa, uma vez que todas inovações fundamentais têm vasto impacto sobre o sistema produtivo neste caso será impacto sobre a melhoria dos métodos de ensino, pesquisa assim como a formação do indivíduo.

O artigo apresentado faz uma reflexão a partir de estudos e publicações relativas ao Impacto das Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação em Moçambique. Onde primeiro lugar, o artigo situa o tema e analisa alguns aspecto introdutórios. A seguir, discute o tema no campo da educação particularizando nos subsistemas de educação. Para se alcançar o pretendido no artigo foi feito um levantamento bibliográfico, aplicou-se entrevistas a um grupinho de alunos da Escola Secundária Eduardo Mondlane em Quelimane e observação direita como métodos de recolha de informações.

2.      As Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação  

A utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação, vai contribuir para promoção de uma aprendizagem mais profunda e significativa, favorecendo uma abordagem mais indutiva e experimental de certos assuntos práticos, como por exemplo as aplicações das Tic na sala de aulas e em algumas disciplinas.

As Tic podem apoiar nas novas abordagens pedagógicas dando maior importância à iniciativa do estudante e ao trabalho em grupo, fazendo com que o papel do professor seja de um moderador com conhecimentos necessário para dirigir e a animar grupos de estudantes, assegurando o acompanhamento e a avaliação da aprendizagem de cada um (ensino centrado no aluno).

Meirinhos e Osório (2011:50), dizem que um dos aspectos a destacar na integração das TICs e da implementação das redes nos sistemas de aprendizagem e de administração é o alargamento do espaço e do tempo das possibilidades de interacção e trabalho entre todos os intervenientes educativos.

As redes de comunicação social, referenciadas por estes dois autores vão influenciar na criação de mais espaços em curto tempo, espaços esses que vão facultar aos estudantes outros conhecimentos, outras metodologias de estudo, uma vez que este pode interagir com estudantes de diferentes partes do mundo, não só também podem interagir com os professores usuários das redes criando espaço para um ensino centrado no estudante por que durante a aula não foi possível devido não a insuficiência de tempo, muitos estudantes para poucos meios.

2.1.Impacto das tecnologias de Informação e comunicação na educação  

A informática é uma das várias tecnologias de informação e comunicação que tem um impacto muito acentuado no processo de ensino e aprendizagem, que para além da sua abrangência e utilização esta é muito difundida em diferentes ambientes de trabalho, hoje em dia todo sector usa esse meio para dinamizar o trabalho.

O fortalecimento da preocupação com as informações, que, ao serem mais facilmente utilizadas como a informática, origina uma sequência de alterações no processo educacional, inclusive ao nível da relação entre a área pedagógica e administrativa.

Neste contexto a informática é aplicada na elaboração dos planos curriculares, aulas, fonte de pesquisa, criação de base de dados sobre os funcionários de educação. Relativamente ao impacto directo no processo de ensino aprendizagem facilita o docente assim como o estudante a interagir com o mundo, fazendo com que estes estejam informados e capazes de discutir assuntos relevantes da actualidade e fazer avaliações dos assuntos através da informática.

A educação como uma organização pode também usar a informática nos escritórios como anteriormente foi referenciado, uma vez que o escritório é o lugar da planificação e deve ter técnicas desenvolvidas para criar um ambiente de produção de ferramentas aceitável para análise do desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem e proporcionar mudanças de formas de trabalho tradicional para as novas, transformando rapidamente a maneira como se trabalha, se relaciona e aprende-se, desafiando costumes, valores e conceitos adquiridos pelas TICs.

A informática é tão importante quase em todos sistemas de ensino em Moçambique, as pesquisas são explorados e concebidos graças a introdução da tecnologia de informação e comunicação na educação em particulares nos estabelecimentos de ensino, onde a informática é o meio mais abrangente.

 McLuhan (1977) citado por Guimarães (2005:129), as novas tecnologias de informação e comunicação funcionam como ferramentas que prolongam no mundo social um ou mais dos nossos sentidos, criando desta forma novas relações entre os sentidos.

Aqui esse prolongamento dos sentidos referenciados pelo McLuhan estão ligados a disposição dos vários métodos de ensino que as novas tecnologias nos proporcionam, exemplos disso hoje as pessoas podem se formar onde elas quiserem sem que estas se deslocam, uma vez que as novas tecnologias atraem e modificam o processo de como o conhecimento é produzido e transmitido, fazendo com que esta aprendizagem seja contínua, produza uma valorização pessoal dos conhecimentos e competências.  

As tecnologias de informação e comunicação vem impulsionar o ensino a distância reduzindo os custos de coordenação e transacção dos pagamentos das taxas de inscrição e mensalidades, permitindo que pessoas de diferentes partes do mundo estudem em conjunto e em tempo real, superando os limites naturais impostos pela distância geográfica, isto é, hoje é possível moçambicanos se formarem em Portugal, Brasil estando em Moçambique.

"A formação tecnológica, deve ser incluída numa formação geral e aberta do homem, que o capacite na aquisição de uma consciência crítica e prospectiva, descobrindo possibilidades e riscos que comporta um desmesurado procedimento tecnológico." Rivilla (1989:18).

Daí que a introdução das tecnologias de informação e comunicação na educação surge como necessidade de preparar as pessoas para lidar com as novas tecnologias que a sociedade hoje em dia esta sujeita a chamada sociedade tecnológica.

Os impactos das tecnologias de informação e comunicação na educação em Moçambique, duma forma analítica tem grandes feitos, mais na prática esses feitos ou impactos não são visíveis, devido a vários factores que todos esses factores desaguam no desinteresse das massas pensantes assim como da conjuntura política do país. Os níveis de uso das tecnologias de informação e comunicação nas escolas, são extremamente baixos até ao ponto de que não podem equiparar-se ao que os próprios estudantes desenvolvem fora da escolar.  

As razões das dificuldades que a educação enfrenta que contribuem para a fraca implementação das tecnologias de informação e comunicação ou o desligamento da escola do mundo moderno das tecnologias, podiam muito bem ser ultrapassadas dando atenção a educação, como um local, espaço onde se busca, actualiza-se, se forma o individuo.

Secundando Rodrigues (2006:3): a escola é local onde as TICs devem ser operacionalizadas, devendo para tal apresenta-se como base do domínio da produção e disseminação das novas práticas das TICs no ensino, fazendo com que as entidades de tutela estejam atentos aos sinais claros das transformações pelas quais a sociedade está passando e evolucionado as mesmas, formando indivíduos com um domínio das TICs.

Face a este propósito a educação em Moçambique não pode limitar-se ao espaço físico dos estabelecimentos de ensino mais sim deve proporcionar um espaço de respostas, aberto e sujeito às influências do ambiente tecnológico que o mundo assiste nos nossos dias, criando condições de aquisição destas tecnologias de informação e comunicação.

O computador ligados a internet também fazem parte das tecnologias de informação e comunicação, e tem um grande contributo na educação e em particular nos estabelecimentos de ensino onde são vistos como instrumentos de grande potencial para desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem, que permite que os estudantes desenvolvam o seu trabalho de análise e selecção da matéria pesquisada, produza mensagens, auto-imagem e aprenda pesquisando. Esta maneira de estudar privilegia as interacções com os materiais disponíveis na internet.

É sustentada pelas competências das tecnologias de informação e comunicação na educação, o uso do computador para recuperar, avaliar, armazenar, produzir, apresentar e trocar informação, comunicar e participar em redes de cooperação via Internet.

Na maioria dos estabelecimentos de ensino tutelados pelo Ministério de Educação em Moçambique não se desenvolvem experiências suficiente que possibilitam o manuseamento, exploração, criação de estratégias e modelos para a utilização das tecnologias da informação e comunicação na sala de aula ou uso das mesmas fora da escola, devido a insuficiências dos meios, professores não qualificados ou capacitados em meterias das tecnologias, também as  salas numerosas em função dos computadores, exemplo uma escola estas para uma sala de informática como um número de 20 a 30 computares, como mostra a figura abaixo.




Figura1: Sala de informática da Escola Secundaria Eduardo Mondlane- Quelimane
Picture 0084
Fonte: autor 2013.

Nestas condições, nem todos os alunos terão a oportunidade de se encontrem com o computador, uma vez que são muitos e como a imagem diz por si são poucos computadores, dai que a escola faz desta sala um museu, lugar de visitas só para dizer que as tics estão a ser implementadas. Segundo alguns alunos entrevistados pelo autor deste artigo estes foram unânimes em afirma que existe no horário aulas de tic e só tem teoria e para entrar na sala de informática não é fácil só entram professores.

Os professores mostram-se inseguros ao falar das tecnologias de informação e comunicação nas práticas pedagógicas, havendo duas razões fundamentais para o explicar: falta de formação das tic e sua relação com a prática pedagógica.

 Torres (1990:130), diz que não basta colocar o computador na escola, há que encontrar um lugar no currículo escolar e integrá-lo de maneira criativa e pedagógica na actividade escolar.

Essa forma de pensar do Torres é uma realidade vivida na educação em Moçambique, foi introduzida a as tecnologias de informação e comunicação nas escolas a quatro anos atrás, mais não se proporcionou meios nem a formação do professor para leccionar as aulas das tic, em suma o mesmo professor não dispõe de habilidades para o uso de materiais de forte carácter inovador, o que provoca desconfiança a ele próprio, excepto um e outro professor que adquiriu conhecimentos fora da formação, mais mesmo assim este não sabe relacionar estas Tics com a prática pedagógica.

O campo de conhecimento sobre a aplicação dos meios das tecnologias de informação e Comunicação no ensino, deve começar a ser ensinado na formação de professores em todos níveis para que estes estejam encaixados à educação profissional com o mundo em mudança em que se vive actualmente e que deve ser aprendida por estes para a adequação dos meios das tic, envolvendo, os processos educativos desenvolvidos pela escola na área das tics.

2.2.Desenvolvimento das T ic no Ensino Secundário e Universitário em Moçambique

O Ensino das tecnologias de Informação e Comunicação (Tic) foi introduzido no Ensino Secundário em 2010, segundo o plano curricular do ensino secundário geral (PCSG). Para o efeito, são necessárias salas de aula adequadas, com energia eléctrica, mobiliário, computadores, estabilizadores de corrente eléctrica, impressoras, e material audiovisual. Os computadores deverão estar ligados a uma rede local e à Internet, de forma a assegurar que a disciplina seja convenientemente leccionada.
As TIC´s neste ciclo segundo o plano curricular de ensino secundário geral (PCESG:2007), serão   usadas como meio de ensino na leccionação das diferentes disciplinas, esperando-se desta forma uma exploração dos recursos disponíveis pelas novas tecnologias que fazem parte do nosso dia-a-dia.

 Ainda de acordo com o mesmo documento com a introdução das tic, estas vão encorajar aos alunos a fazerem o uso para resolver problemas, buscar e sistematizar informação, fazer experiências, entre outras actividades oferecidas pelos diferentes meios de comunicação e informação.

Ate ao nível do ensino secundário geral estas tecnologias de informação e comunicação vai contribuir para o desenvolvimento das habilidades dos alunos na aquisição e sistematização das informações por estes adquiridos.

No ensino superior as tecnologias de informação e tecnologia vão contribuir no domínio de conhecimentos básicos que tornem os estudantes aptos a compreensão e a seguirem o desenvolvimento tecnológico no domínio das Tecnologias de Informação e comunicação, dando mais enfoque no âmbito educação.

Os objectivos da introdução das Tecnologias de Informação e Comunicação na formação de professores são: motivar os professores a conviver com as novas tecnologias, fazer dos computadores um instrumento de trabalho, de investigação e de Comunicação[1].  

Depois do professor estar munido de conhecimentos relacionados com as tecnologias de informação e comunicação este estará capaz de permitir aos estudantes o domínio dos conceitos relacionados com a utilização dos computadores e Tecnologias de Informação e comunicação, contribuindo desta forma para a familiarização dos estudantes com os métodos de processamento automático da informação.

Estes aspectos ditos na prática, o domínio das tecnologias de informação e comunicação estaria padronizada e os estudantes teriam noções das importância e direcções em termos do uso, hoje em dia as tecnologias vivem connosco mais a sua aplicabilidade é duma forma desorganizada, exemplo os estudantes tem conhecimentos da existência, usam as tecnologias mais para que fins este estudante usam? Temos casos que um estudante sabe muito bem navegar, a cessar filmes, musicas, mais lhe ser difícil a cessar uma informação de carácter académica, baixar livros, seleccionar matéria ou coisas importantes para trabalhos da escola.

3.      Propostas de implementação das Tic nas escolas
Para se conseguir que as tecnologias de informação e comunicação alcancem os resultados traçados pelo Ministério de Educação e cultura para 2015 é preciso:
·         Para habilitar os professores com estas ferramentas necessárias, o ministério de educação deve definir o que é que os professores devem aprender, sobre as tecnologias de informação e comunicação, o que estes devem ter para poderem usar as TIC no processo ensino e aprendizagem.
·         Deve se introduzir na Formação de professores a área das tecnologias de informação e comunicação e digitais.
·         Equipar as escolas de meios e que estes meios estejam ligados a internet, construção de infra-estrutura adequadas para a montagem desse material informático.
·         As escolas Secundarias devem criar muitas parcerias com ONGs, que tem tido como responsabilidades sociais a educação, que esse apoio esteja virado mais no material informático, construção de salas de informática, formação de técnicos, como tem feito algumas operadoras de telefonias móveis sedeadas em Moçambique.
·         A introdução das tecnologias de informação e comunicação fosse também introduzido em todos subsistemas de educação. 

4.      Como conclusão

Em forma de conclusão, o autor deste artigo destaca que com a introdução das tecnologias de informação e comunicação na educação, originou oportunidades para a promoção de actividades que levam os estudantes a encarar o mundo das tecnologias sem medo, porém para realizar esta actividade nem sempre foi fácil, razão esta que me leva a propor certas políticas para a mesma com vista a subsidiar o plano da implementação das tecnologias de informação e comunicação nas escolas.

 Concluímos que a educação precisa de mas recursos humanos formados na área das tecnologias de informação e comunicação, material informático e infra-estruturas adequadas aos meios informáticos.

 Concluímos também que os estudantes já nascem nativos digitais equiparados aos indivíduos dos pontos do mundo, fazendo com que a educação elabore um novo modelo curricular.

Aliado aos assunto apresentado, procuramos neste artigo dar uma direcção mais prática as entidades envolvidas e empolgados pelo cativante mundo das tecnologias e pela disponibilidade de recursos por eles oferecidos a envidar mais um pouco de esforço e coragem.   
  

Referências
GONÇALVES, José Ernesto L. A., GOMES,Cecília A. A tecnologia e a realização do trabalho,
RAE - Revista de Administração de Empresas, v. 33, n. 1 São Paulo, 1994.

FERNANDES, J., Alves, P. & VISEU, F. Tecnologias de Informação e Comunicação no Currículo de Matemática do Ensino Secundário após a Reforma Curricular de 1986. Universidade do Minho. Portugal. 2006.

MEIRINHOS, M. e OSÓRIO, A. O advento das TICs na escola como organização que aprende: a relevância. (acesso em 21 Maio de 2013). Disponível em: http://bibliotecadigital.ipb.pt/bitstream/10198/6182/1/IETICID_67.pdf. 2011.

INDE Plano Curricular do Ensino Secundário Geral, Documento Orientador, Maputo, Fevereiro,
2007
INDE, Plano Estratégico da Educação e Cultura, Aprovado pela 14ª Sessão Ordinária do Conselho
de Ministros, Maputo, Junho 2006.

Plano Curricular do Curso de Licenciatura em Gestão de Recursos Humanos com Habilitação em Higiene e segurança no Trabalho, Maputo. 2009

Plano Curricular do Ensino Secundário Geral, Documento Orientador, Maputo, Fevereiro,
2007
Plano Estratégico da Educação e Cultura, Aprovado pela 14ª Sessão Ordinária do Conselho
de Ministros, Maputo, Junho 2006.

GUIMARÃES A. S. Novas Tecnologias de Informação e Comunicação
e a Comunicação Organizacional: impactos e mudanças. Revista comunicação e estratégia. São Paulo, v2, n3. 2005




[1] Plano Curricular do Curso de Licenciatura em Gestão de Recursos Humanos com Habilitação em Higiene e segurança no Trabalho, Maputo. 2009


domingo, 19 de maio de 2013



Análise dos aspectos da árvore e os aspectos da sala de aulas no contexto Moçambicano 






Osvaldo Francisco de carvalho Choé, natural da cidade de Quelimane província da Zambézia, nacionalidade Moçambicana. Tem formações em Elaboração, gestão avaliação e monitoria de projectos de Desenvolvimento, associativismo juvenil, Hiv-sida. Licenciado em ciências Militares pela Academia Militar Marechal Samora Machel, Mestrando no curso Educação/formação de formadores na Universidade Pedagógica Delegação da Beira. Actualmente é oficial das Forças Armadas de Defesa de Moçambique


Análise dos aspectos da árvore e os aspectos da sala de aulas

Ao se pensar em uma universidade deve se ter em conta os desafios que a sociedade proporciona e para fazer face a estes desafios é necessário que a universidade não se limite em ensinar apenas os caminhos já conhecidos, (CASTANHO.2007:76). Face a isso surge a necessidade de analisar os aspectos da árvore em relação aos  da sala de aulas com vista a ver se esses desafios que a sociedade proporciona são tomados em conta pela universidade.

1.      Valorização do sujeito
A valorização do sujeito no ensino superior é uma responsabilidade da universidade, uma vez que está tem como tarefa de formar o sujeito de acordo com a exigência da sociedade, Castanho (2002:76) afirma que não se pode trabalhar numa instituição de ensino sem uma ideia ou modelo de sociedade ou um horizonte em direcção das exigências das sociedades que canaliza esforços e energias para o funcionamento da instituição de ensino.

Sendo assim a valorização do sujeito como metodologia de ensino superior é vista quando se faz relação com a participação na sala de aulas, onde num bom sentido o professor é moderador e os conhecimentos são trazidos pelos estudantes, existe uma democracia absoluta na sala de aulas o que contribui para a produção de mensagens e não só também há uma maior mobilização de saber por ambas partes (estudantes assim como docente).

2.      Socialização em relação as exigências
Socialização para Giddens (2000:44), é um processo em que os indivíduos se adaptam as normas, valores, costumes, hábitos e funções que regem o funcionamento da sociedade. Neste caso a socialização em relação as exigências para o ensino superior podem ser entendida como pequenas alterações estigmatizadas pelos modos de vida que a sociedade académica é submetida.

Podemos ter como exemplo de casos da socialização em relação as exigências, surgimento das tecnologias de comunicação e informação, aulas a partir de vídeo conferencia, envio de trabalhos vias electrónica, neste contexto o estudante assim como o professor são obrigados a fazerem aplicação de saberes em situações seleccionadas.

3.      Actividade do sujeito
Postic (2007:149), diz que a actividade do sujeito sofre uma actuação dominadora do docente, em que tem uma grande predominância durante o ensino, que determina os objectivos, fazendo com que não seja permitida a participação do estudante, em que haja uma ignorância dos desejos e das experiências dos estudantes.

Haverá actividade do sujeito se actuação integrativa do professor for centrada no estudante, em que o estudante seja solicitado na determinação dos objectivos da aula ou do ensino, em que o estudante seja envolvido activamente nos projectos a se realizar, onde haja espaço para exposição das ideias desenvolvidas, só que na prática este espaço não é cedido muita das vezes, limitando desta forma o estudante a participar activamente na construção de suas próprias ideias. Em casos que há espaço e o estudante participa activamente conduz este  para a produção de mensagem assim como participação na sala de aulas.

4.      Reflexão crítica
Reflexão crítica num comuto geral é a tomada de consciência, exame, análise dos fundamentos ou das razões de algo, ainda há autores que defendem como sendo uma atitude de investigar e para isso é necessário conhecer o que é investigado. Castanho (2002:77), enaltece que se deve a educação a que se precisa pela sociedade é aquela que estimula as crianças, jovens e adultos a buscarem soluções criativas para o seu quotidiano.

Neste contexto, a reflexão crítica no ensino superior deve ser vista duma forma abrangente, questionadora com objectivo de fazer com que o estudante produza novos conhecimentos a partir de diferentes perspectivas. Deve ser em prol da formação de indivíduos com autonomia intelectual, com vontade de aprender coisas novas, com moldes exigidos pela sociedade assim como o mercado de emprego, para tal esse ensino superior deve ensinar esse indivíduo a pesquisar (ensinar pesquisando), pesquisar ensinando e aprender pesquisando com objectivo de dota-lo de autonomia anteriormente referida.

5.      Auto imagem
Auto imagem é a parte descritiva do conhecimento que o indivíduo tem de si próprio, alguns psicólogos designam como auto-estima e a maior parte dessa auto imagem é construída na infância estando estabilizada na fase adulta e permanecendo
A auto imagem é adquirida durante a aprendizagem, ao interagir com outros indivíduos que são importantes, neste caso o estudante do ensino superior cria sua imagem a partir de alguns docentes, autores etc, face a isso deve se chamar atenção ao papel do professor uma vez que este a maior parte são fontes de inspirações dos estudantes.

6.      Motivação
Motivação é um estimulo que o docente injecta nos estudante como intuito de aumentar a viabilidade de ocorrer uma determinada resposta do processo de ensino aprendizagem, sendo assim se a motivação for continua facilitara o domínio da aprendizagem com rapidez pretendida pelo docente. (MWAMWENDA, 2009:173).

No ensino superior esta motivação deve ser acentuada devido a duração do curso, depois as metodologias de ensino, a natureza dos trabalhos e como são encarados os assuntos. Na prática poucas vezes os estudantes são motivados pelos docentes, o que se verifica são desafios criados pelos docentes, como por exemplo quando um docente diz que a cadeira dele é muito complicada e faz referência de números de estudantes que ainda não fizeram a cadeira, pode se dar o caso de ser uma motivação, mais não a referida pelo Mwamenda, Castanho, como consequência desse tipo de motivação haverá um retardamento no processamento do pensamento.

O estudante motivado desperta vários processos internos de desenvolvimento, que são capazes de operar somente quando este interage com pessoas em seu ambiente e quando em cooperação com seus companheiros. Uma vez motivados, esses processos tornam-se parte das aquisições do desenvolvimento independente do estudante (VIGOTSKI, 2002,118 

7.      Desenvolvimento pleno e integral
O desenvolvimento pleno e Integral, devem ser entendido baseando se na ideia que a educação desempenha um papel significativo e indispensável na formação humana, onde essa formação humana não se deve esgotar a penas no espaço físico da escola, no horário ou cumprimento do programa curricular do ensino ou formação.

Deve-se reconhecer que os estudantes no em ensino superior são sujeitos de vivências que, embora relacionadas às idades de formação específicas e que requerem atenção também específica, dependem de processos educacionais intencionais abrangentes e da abertura do espaço escolar onde este desenvolva suas ideias. A abertura aqui referenciada deve estar condicionada as questões sobre os valores com os quais uma dada sociedade.


Bibliografia
GIDDENS, A. Sociologia, editora Fundação Calouste Gulbenkian, 2ª Edição, 2000
POSTIC, M. A Relação Pedagógica, Editora Padrões Culturais, s/ed, Lisboa, 2007.
AMADO, J. Interacções e Indisciplina na Escola, Edições Asa, Porto, 2002,
ALVES, Pinto, Alunos na Escola, Imagens e Interacções, Porto, Edições ISET 2008
VIEGA, I.P.A, CASTANHO, M.E. Pedagogia universitária, aulas em foco. Editora Papirus, 3 edição, São Paulo, 2002.
MWAMWENDA, Tuxtufye,s, Psicologia Educacional: uma perspectiva africana, 1ª Edição, Texto Editora. Moçambique, 2009

quinta-feira, 9 de maio de 2013




ANÁLISE DE MODELOS DE ENSINO



















Osvaldo de Carvalho  é actualmente mestrando em Educação/Formação de Formadores pela Faculdade deEducação na  Universidade Pedagógica  Delegação da Beira - 2013. Possui uma Licenciatura em Ciências Militar  pela Academia Militar Marechal Samora Machel- Nampula. Formado em Relações publica, associativismo, elaboração e gestão de projecto de desenvolvimento. Tem experiência na área da Educação. Actualmente desempenha funções de oficial na unidade Chimoio.  


docente 
Prof.Doutor Adriano Niquice




ANÁLISE DE MODELOS DE ENSINO

  1. Modelo mediacional
Este modelo segundo o Gomez e Sacristán (1998:73), divide-se em duas vertentes o modelo centrado no professor onde o pensamento do professor deve ser visto como o substrato básico que influi decisivamente no comportamento do aluno, aqui não há consideração das ideias dos alunos. A segunda vertente é o do modelo centrado no aluno que tem uma influência completa no aluno e é vista como um meio de moderação.

Baseando-se nestes dois pressupostos o autor desse texto reflexivo interessou-se em fazer uma abordagem reflexiva dando mais ênfase ao modelo centrado no aluno, devido a sua extrema importância no processo de ensino e aprendizagem para o desenvolvimento intelectual do individuo.

É preciso dar valor ao pensamento do aluno, deve-se ver o aluno também como mediador do processo de ensino e aprendizagem com objectivo de democratiza-lo, convida-lo a dar seus pontos de vista sobre os temas abordados durante o processo de ensino e aprendizagem.

1.1.Modelo Mediacional Centrado no aluno

O modelo mediacional centrado no aluno focalizou sua atenção no indivíduo particular como sujeito de aprendizagem. (GOMEZ e SACRISTÁN:1998;75).

Parafraseando o pensamento destes autores, esta atenção focalizada no indivíduo visa considerar a importância das variáveis dos alunos, neste caso considera o aluno como um indivíduo activo e processador de informações úteis para o seu desenvolvimento e para o processo de ensino e aprendizagem. Informações estas que o aluno adquiri no seu meio social ou comunidade.

Estes aspectos contextualizados na prática não são verificados na sua totalidade devido a vários factores, o mais verificado na realidade é o desencorajamento e desvalorização do pensamento do aluno, uma vez o aluno desmoralizado o professor terá um domínio total e completo dos alunos, contribuindo desta forma para o mau aproveitamento dos alunos.

As reformas educativas actuais reconduzem a função do professor como mediador no processo de ensino e aprendizagem com intuito de dar mais espaço ao aluno.

Lopez e Perez (1992:547), indicam o professor como mediador de aprendizagem, da cultura social e institucional e como arquitecto do conhecimento do aluno.

Baseando se neste principio o autor deste texto conclui que a componente cultural e social é muito fundamental para que o aluno tenha uma cultura democrática o que vai contribuir para criação de pensamento e a expressividade durante as aulas.

Deve-se chamar a consciência do professor bem como dar maior atenção ao material e metodologias de ensino, com objectivo de evitar que o professor assim como metodologia limitam o aluno a expor seu sentimento durante a aula.

O ensino centrado no aluno não se implementa por que alguns professores se esquecem da valorização das informações adquiridas a partir de hábitos e costumes locais, concentrando-se apenas nas informações adquiridas através de técnicas de ensino.

O método do ensino centrado no aluno tem uma extrema importância por que considera as especificações da aprendizagem de cada aluno e encarrega ao professor o papel de moderador e mediador do PEA e os alunos participantes activos onde comparticipam com a produção e criação do que aprendem.

Este modelo assim como outros modelos educativos são de extrema importância e também apresentam suas limitações. O centrado no aluno está ligado com a qualidade e quantidade dos recursos.

Para nosso caso as limitações do modelo de ensino centrado no aluno assim como outros modelos são muito visíveis devidos as enchentes nas salas de aulas, o professor sem motivação, salas assim como as escolas precárias, influências da politica vigente no pais.

O que devia ser é que o professor fosse motivado através de criação de mínimas condições de vida e qualificações profissionais, as escolas assim como as salas de aulas apetrechadas de equipamento modernos e as turmas com números de alunos aceitáveis. 



Bibliografia

GOMEZ, A.I.Perez: Compreender e Transformar o Ensino, 4ᵃedicação, ArtMed, São Paulo, 1998.

LOPEZ, D. PEREZ, E.Y. Roman: Modificabilidade da inteligência e educabilidad cognitifa, S/ed, 1992.