domingo, 7 de dezembro de 2014






 
oficial das FADM



nota sobre o autor

Osvaldo Francisco de carvalho Choé, natural da cidade de Quelimane província da Zambézia, nacionalidade Moçambicana. Tem formações em Elaboração, gestão avaliação e monitoria de projectos de Desenvolvimento, associativismo juvenil, Hiv-sida, Relações Publicas e protocolo. Licenciado em ciências Militares pela Academia Militar Marechal Samora Machel, Mestrando no curso Educação/formação de formadores na Universidade Pedagógica Delegação da Beira. Actualmente é oficial das Forças Especiais  de Moçambique.






A INCLUSÃO ESCOLAR DE ALUNOS SURDOS: O que dizem alunos, Professores e Intérpretes sobre esta Experiência.

Cristina Broglia Feitosa de Lacerda[1]


Resumo

Esta recensão crítica apresenta uma revisão bibliográfica das ideias principais sobre a Inclusão escolar de alunos surdos do artigo da professora Cristina (2006), onde da experiência feita pela professora explica os problemas que os alunos com dificuldades auditivas enfrentam no seu quotidiano nas escolas regulares mesmo com a presença de intérprete de língua de sinais. E também ela traz neste artigo alguns depoimentos dos alunos surdos, ouvintes, professores e intérpretes, onde os dados indicaram problemas que ocorrem no espaço escolar, tais como desconhecimento sobre a surdez e sobre suas implicações educacionais, dificuldades na interação professor/intérprete e a incerteza em relação ao papel dos diferentes actores que trabalham em prol da inclusão dos alunos com dificuldades educativas especiais. Ainda os depoimentos apontaram as dificuldades como adaptações curriculares e estratégias de aula, excluíam os alunos surdos de algumas actividades. Para a professora Cristina estes aspectos são negligenciados, uma vez que é de conhecimento de todos que a inclusão escolar é um bem em si. Os resultados obtidos vêm confirmar a necessidade e importância da aplicação de actividades funcionais para que o educando com dificuldades auditivas se desenvolva, melhorando assim a sua qualidade de vida.

Palavras-chave: inclusão, alunos surdos, dificuldades educativas especiais


A INCLUSÃO ESCOLAR DE ALUNOS SURDOS. Síntese das ideias da professora Cristina e o contexto Moçambicano.

A inclusão dos indivíduos com necessidades educativas especiais começa a ser encarada como um assunto preocupante nas décadas de 1990, quando difundiu-se a política educacional de inclusão dos indivíduos com necessidades educativas especiais, onde para além de vários aspectos propôs-se maior respeito e socialização efectiva destes grupos de indivíduos.

A inclusão referida na pesquisa da professora Cristina apresentava-se como uma proposta adequada para a comunidade escolar, que se mostra disposta ao contacto com as diferenças entre os alunos. Mais no decorrer da pesquisa foi-se percebendo que há um espaço para os alunos surdos, há um acolhimento por parte dos alunos normais, professores e intérpretes, todos estes com intuito de ajudar na inclusão destes indivíduos com dificuldades nas escolas regulares como foi dito antes que essa prática esta sendo baseada numa experiência, o que esta autora achou de paradoxo.

Contudo este todo esforço para os alunos com dificuldades não é satisfatório ou mesmo não os inclui como os alunos ouvintes assim como professores e intérpretes referenciaram nos seus depoimentos, por que esses indivíduos tendo necessidades especiais, vão precisar também de condições que na maioria dos casos as escolas regulares não estão preparada ou não são proporcionadas pela escola. O outro factor é a linguagem que para professora Cristina citando VIGOTSKI (2001), é responsável pela regulação da actividade psíquica humana e é ela que intervém na estruturação dos processos cognitivos de cada indivíduo.

Com a dificuldade da linguagem faz com que estes indivíduos se sintam prejudicado durante a integração na sociedade, sentindo-se estranhos na sociedade uma vez que é a partir da linguagem que os humanos diferenciam-se dos demais animais. Ainda devido às dificuldades conduzidas pelas questões de linguagem, observa-se que os indivíduos surdos encontram-se isolados em termos de escolarização, sem o adequado desenvolvimento e com um desconhecimento atrás do que espera para o seu futuro. Como se tem notado muitos desses indivíduos quase na sua maior parte de vida passam como dependentes dos seus encarregados de educação e pais, primeiro por causa da restrição de áreas de formação, segundo por que não existe uma politica de emprego para estes indivíduos e por fim esta a questão de faltas de escolas especiais e professores especializados.

A sociedade também contribui negativamente para essa dificuldade da integração dos surdos, partindo dos exemplos mais comuns, os pais e encarregados de educação quando tem um educando ou filho com essa deficiências limita-se em deixa-lo alegando que mesmo frequentando a escola não terá emprego ou conseguira ingressar na universidade, os outros são ignorantes sobre os cuidados prestados aos surdos somente limitando-se apenas em dar carinhos e restringido suas área de amizades como forma de não passar vergonha por não estarem preparadas para ter um filho “surdo e mudo”, outros levam muito tempo a acreditando que se trata de superstição percebendo-se mais tarde que trata-se de um fenómeno natural, a educação também joga seu papel para não inclusão quando não proporciona escolas especiais, quando não forma professores especiais.

A professora Cristina destacou um aspecto muito importante como motivação da educação de indivíduos com NEE, o oferecimento de suporte e assistência desses indivíduos e aos professores, para que o atendimento assim como o processo de ensino-aprendizagem sejam melhor possíveis.

Este aspecto é pertinente visto que os indivíduos com NEE na sua maioria em Moçambique vem de famílias desfavorecidas ou mesmo com défices económicos para mandarem seus filhos a uma escola privada, de proporcionar transporte, dai que se a escola condicionar lanches ou transporte de ida e volta como tem acontecido com algumas escolas privadas teriam muitas crianças a frequentar e a terem bom rendimento pedagógico.

A questão do currículo também joga um outro papel muito fundamental, para casos de outros países que há um modelo de educação especial que não favorece a estigmatização e a discriminação destes indivíduos, tem um número acentuado de indivíduos com NEE a frequentarem escolas regulares. O currículo não deve ser desenhado de forma que seja o aluno a se adaptar ao currículo, mas sim deve ser como um campo aberto à diversidade. Professora Cristina (2006:166), diz que o modelo inclusivo sustenta-se na ideia que defende a solidariedade e o respeito mútuo às diferenças individuais, onde ponto central está na importância da sociedade aprender a conviver com as diferenças de cada um.

Esta ideia na prática se depara com muitos problemas para sua implementação, partindo do pressuposto que os indivíduos surdos são diferentes dos ouvintes como referencie anteriormente, o atendimento também vai de acordo com às suas características particulares para tal implicara formação dos professores, interpretes e também dos seus encarregados de educação e revisões curriculares ou mesmo desenho de um currículo adequado para estes indivíduos, todas estas condições envolve custos, para Moçambique tem sido muito pouco realizado por que a maior parte de financiamento de algumas escolas especiais públicas que existem resultam de doações e cada doador dita as regras que muitas das vezes não vão de acordo com as nossas realidades que culmina com o fim do projecto.

A declaração de Salamanca[2], no artigo no 3 incentiva os governos a realizarem algumas acções de melhorias na rede de ensino e solicita que os países signatários desta Declaração considerem com seriedade aspectos relacionados com a especial atenção às necessidades de crianças com deficiências graves ou Múltiplas deficiências. E no 7o artigo da mesma Declaração ressalta que o fundamental da escola inclusiva é que todas as crianças devem aprender juntas, sempre que possível, independente de quaisquer dificuldades que elas possam ter.

A declaração de Salamanca apesar dos seus objectivos claros e importantíssimo acarreta fundos para a sua implementação que para nosso caso fica difícil uma vez que vivemos na base de doações. Não obstante ao referido anteriormente também fica muito difícil familiarizar o professor com a Declaração de Salamanca.



Mestrando Osvaldo Francisco de Carvalho Choé
                                                Hbvavo@gmail.com


[1] Doutora em Educação e professora do Programa de Pós-Graduação em Educação e do Curso de Fonoaudiologia da Universidade Metodista de Piracicaba.

[2] Documento produzido pela Conferência Mundial sobre NEE, realizada em Salamanca, Espanha, sob o patrocínio da UNESCO e do Ministério da Educação e Ciência, da Espanha, Junho de 1994.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Evolução da psicologia educacional e escolar








Nota sobre o autor


Osvaldo Francisco de carvalho Choé, natural da cidade de Quelimane província da Zambézia, nacionalidade Moçambicana. Tem formações em Elaboração, gestão avaliação e monitoria de projectos de Desenvolvimento, associativismo juvenil, Hiv-sida, Relações Publicas e protocolo. Licenciado em ciências Militares pela Academia Militar Marechal Samora Machel, especialista em Artilharia Terrestre, Mestrando no curso Educação/formação de formadores na Universidade Pedagógica Delegação da Beira. Actualmente é oficial das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.





Índice

Resumo. iii
Introdução. 4
1.    Evolução da psicologia educacional e escolar 5
1.1.     A Configuração histórica da psicologia educacional e escolar 7
1.1.1.      A psicologia filosófica e a teoria educativa até 1890 na origem da psicologia educacional e escolar 7
1.1.2.      A psicologia científica e as origens da psicologia educacional e escolar (1890-1920) 8
1.2.     Precursores da Psicologia educacional e escolar 8
2.    Analises dos aspectos: Motivação e aprendizagem, estratégias de ensino-aprendizagem, estilos cognitivos e aprendizagem do aluno e suas implicações pedagógicas na psicologia educacional e escolar. 9
2.1.     A motivação e aprendizagem na psicologia educacional e escolar 9
2.2.     Estratégias de ensino-aprendizagem, estilos cognitivos e aprendizagem do aluno e suas implicações pedagógicas na psicologia educacional e escolar 10
3.    Considerações finais. 12
Bibliografia. 13





Resumo


Este resumo foi elaborado a partir de revisão bibliográfica sob tema evolução da psicologia educacional e escolar, analisados a partir dos seguintes aspectos: Motivação e aprendizagem, Motivação, estratégias de ensino-aprendizagem, estilos cognitivos e aprendizagem do aluno e suas implicações pedagógicas. Pretende-se com este trabalho contribuir na reflexão das contribuições trazidas pela evolução da psicologia educacional e escolar nas práticas pedagógicas. Por uma questão metodológica, este trabalho esta divido em duas, a primeira faz se uma abordagem sobre a evolução da psicologia educacional e escolar e a segunda contempla a reflexão relacionada com a motivação e aprendizagem, estratégias de ensino-aprendizagem, estilos cognitivos e aprendizagem do aluno e suas implicações pedagógicas.

Palavras-chave: Psicologia educacional e escolar, motivação, ensino-aprendizagem


                                                                                 

 Introdução


O presente trabalho subordina-se ao tema evolução da psicologia educacional e escolar, analisados a partir da Motivação e aprendizagem, Motivação, estratégias de ensino-aprendizagem, estilos cognitivos e aprendizagem do aluno e suas implicações pedagógicas. A distinção dos termos psicologia escolar e psicologia educacional, gera percepções questionáveis tanto do exercício profissional do psicólogo na escola, quanto das inúmeras elaborações teóricas necessárias à prática profissional, razão pela qual antes de se falar da sua evolução foi feita uma definição destes dois termos e suas finalidades.
A Psicologia educacional assim como a psicologia escolar tem como referência conhecimentos científicos sobre desenvolvimento emocional, cognitivo e social, utilizando-os para compreender os processos e estilos de aprendizagem e direccionar a equipe educativa na busca de um constante aperfeiçoamento do processo ensino-aprendizagem.
Quanto a organização este esta divido em duas partes fora dos aspectos pré e pós-textuais, a primeira faz se uma abordagem sobre a evolução da psicologia educacional e escolar e a segunda contempla a reflexão relacionada com a motivação e aprendizagem, estratégias de ensino-aprendizagem, estilos cognitivos e aprendizagem do aluno e suas implicações pedagógicas, a pré-textual contempla o índice e o resumo, a pós-textual faz referência das obras consultadas.




Antes de se falar da evolução da psicologia educacional e psicologia escolar deve-se referenciar que psicologia educacional e a escolar são intrinsecamente relacionadas, mas não são mesmas, nem podem circunscrever-se uma à outra.

A educacional constitui uma área de conhecimento geral que tem por finalidade produzir saberes sobre o fenómeno psicológico no processo educativo. A outra constitui-se como campo de actuação profissional, realizando intervenções no espaço escolar ou estabelecimentos de ensino, tendo como foco o fenómeno psicológico, fundamentada em saberes produzidos, não só, mas principalmente, pela área da psicologia educacional. (MASSIMI, 1987:110).

Psicologia educacional ou psicologia da educação é o ramo da psicologia que estuda o processo de ensino-aprendizagem em diversas vertentes. Enquanto a Psicologia escolar complementa a psicologia educacional, estando voltada na vertente aplicabilidade dos conhecimentos desenvolvidos na psicologia educacional, usando directamente nos espaços escolares ou estabelecimentos de ensino.

A Psicologia, enquanto tentativa de conhecer o comportamento humano, tem sido através dos tempos uma actividade natural do ser humano, praticada informal no quotidiano das pessoas, nas situações mais curiosas e com vários sentidos. Estamos a falar da chamada Psicologia do senso comum, resultado das experiências de vida dos homens em geral.

Já a Psicologia enquanto ciência que busca compreender o processo evolutivo e o comportamento do ser humano tem sua origem inegavelmente nas especulações mais remotas, emergidas do dia-a-dia do senso comum.

Muitas e significativas foram às influências da Filosofia no processo de certificação da Psicologia como ciência, as quais são, por muitos autores estudadas. Alguns pesquisadores acreditam que a Psicologia educacional e escolar é derivado ao segmento de estudos e pesquisas que visavam descrever os processos psicológicos existentes na educação.
Teóricos como Sigmund FreudJean PiagetBurrhus Frederic SkinnerCarl RogersLev Vygotsky e Alexander Luria, são tidos por vários pesquisadores como precursores dos estudos em Psicologia educacional ou da Educação.
Estes teóricos, os ditos como precursores do estudo da Psicologia educacional e escolar são também referenciados nos cursos de Pedagogia leccionados no nosso sistema de ensino Superior.
Wall (1979), diz que entre 1920-1955, a psicologia educacional ou da educação mostrou-se como a “rainha das ciências da educação”.

A partir de 1955, ocorreram vários factos que modificaram de maneira substancial o panorama da psicologia da educação devido ao interesse potencial na educação escolar. Durante o período acima referenciado a psicologia começa a constituir, para além da diversidade comentada por vários precursores da mesma o núcleo da educação.
As diferenças individuais, análise dos processos de aprendizagem e a psicologia da criança, constituíram as três áreas ou campos de pesquisa da psicologia educacional e escolar.

De acordo com Salvador (1990:18), a preocupação da explicação da psicologia da educação em relação com as leis, princípios, conceitos fez com que esta disciplina passa-se a ser uma disciplina absoluta.

Ainda Salvador acrescenta que a psicologia da educação, considerada em sentido específico e restrito, contribuiu no enriquecimento da pesquisa com informações e dados próprios dos fenómenos educativos, mais precisamente com suas interpretações sobre o comportamento humano nas situações educativas específicas.

David P. Ausubel, psicólogo americano da segunda metade do século XX, é também considerado como influente na evolução da psicologia da educação, segundo Salvador (1999:40), Ausubel argumenta de forma contundente, contra a aplicação de princípios genéricos da psicologia à educação e a favor da psicologia da educação como uma disciplina ponte, sustentando que a psicologia da educação é uma disciplina aplicada autónoma.

Salvador (1999:42), acredita que Ausubel é um dos psicólogos que mais contribuiu para se estabelecer uma distinção clara do que significa definir a psicologia da educação como uma disciplina aplicada, e o que representa caracterizá-la como uma simples aplicação da psicologia aos problemas educativos.

Para Coll (2004: 116), a existência da psicologia educacional ou da educação como uma área de conhecimento e de saberes teóricos e práticos claramente identificáveis, tem sua origem na crença de que a educação e o ensino podem melhorar sensivelmente com a utilização adequada dos conhecimentos psicológicos.
Tal convicção, que tem suas raízes nos grandes sistemas de pensamento e nas teorias filosóficas anteriores ao surgimento da psicologia científica, foi objecto de múltiplas interpretações.

Até o final do século XIX a psicologia e a educação eram mediadas pela filosofia. A perspectiva filosófica, que pode ser chamada de visão oficial da evolução da Psicologia educacional e escolar, tem como principais defensores Hirst e Peters, quem aponta estes dois defensores é Goodson (1990:232) sob o argumento de que, “os objectivos centrais da educação estão relacionados ao desenvolvimento da mente”. Desse modo, a psicologia educacional e escolar é tida como intelectual e é criada e definida.
               

Até a época de 1890 não se falava da psicologia da educação, devido a forte influência do carácter psicológico de natureza filosófica no pensamento educativo. Algumas das teorias do conhecimento no período em referência consistiam na investigação da verdade por meio de uma compreensão dos anexos existentes entre os acontecimentos temporais.

Para Platão, a correspondência entre pensamento e a realidade como fonte e origem de todo conhecimento já foi apresentado e postulava a existência de algumas ideias inatas as quais se pode chegar a mediante um processo denominado Noisis.

Aristóteles em detrimento do Platão afirmou na sua obra De memoria et Reminiscentia, que o conhecimento tem sua origem em evidencias oferecidas pelos sentidos, também foi ele que estudou a aprendizagem, as leis de associações, memorias e a influencia da experiencias sobre o acto de conhecer e identificar as funções cognitivas, sensação, memorias, imaginação.

A influência da filosofia na psicologia educacional e escolar teve como pensamento principal de Herbart (1776-1841), este foi um filosofo que concebeu a educação como uma aplicação prática da filosofia.
 “A mente é um mapa plano que recebe as impressões que chegam dos sentidos e geram, com ajuda de uma actividade interna de reflexão, todo o conhecimento” Locke

No período acima referenciado, a psicologia educacional começa a se distanciar da filosofia e transforma-se numa disciplina científica e autónoma, cujo distanciamento culminou com o surgimento da psicologia cientifica que posteriormente a psicologia educacional e escolar.


J.M. Cattell (1860-1944), a partir do seu trabalho no laboratório de psicologia experimental de LUIPZI, fundado por Wundt em 1879, surge a psicologia científica.

William James (1842-1910), foi médico e teve contribuições mais importantes no campo da filosofia e da psicologia, as suas ideias influenciaram decisivamente na psicologia e na teoria educativa dos estados unidos.
G.Stanly Hall (1844-1924), destacou-se pelas suas pesquisas sobre a psicologia da criança, ainda deve-se a Hall a popularização do questionário nos estados unidos como instrumento para explorar o pensamento infantil. Hall defende ideias que o desenvolvimento pessoal constitui uma recapitulação da evolução biológica, ainda insiste também no facto de que é conveniente considerar o nível de desenvolvimento infantil e as suas características e necessidades das crianças como um ponto de partida de educação.

     2.      Analises dos aspectos: Motivação e aprendizagem, estratégias de ensino-aprendizagem, estilos cognitivos e aprendizagem do aluno e suas implicações pedagógicas na psicologia educacional e escolar.


Motivação é definida normalmente como um estado interior que estimula, dirige e mantém comportamento do aprendizado. A motivação para os psicólogos contribui para dar respostas as perguntas que lhes são colocadas com as pessoas sobre os comportamentos, o que faz uma pessoa permanecer ou desistir de uma tarefa, qual o nível de envolvimento na actividade escolhida e o que pensa e sente o aluno, individuo durante esse envolvimento ou processo de ensino, (PIAGET, 1975:14).

Alguns psicólogos explicam a motivação em termos de traços pessoais, como resposta dos impulsos, necessidades, incentivos, medos, objectivos, interesse, pressão social, crenças, valores, expectativas que fazem com que o individuo ou aluno se mantenha motivado no que faz.

Algumas explicações de certos psicólogos estão relacionadas com factores pessoais e ambientais, esta divisão trazida por estes psicólogos vem as divisões principais que eles classificam em intrínseca e extrínseca. A motivação é intrínseca se a razão vier de dentro da pessoa, extrínseca se vier de fora.

No ensino ambas as motivações são importantes. É vital criar motivação intrínseca nos alunos, estimulando a sua curiosidade, embora não se deva desprezar a necessidade que as recompensas têm em determinadas situações.

MWAMWENDA (2009:173), traz uma outra abordagem sobre motivação este diz que é um estímulo que aumenta a probabilidade de ocorrer uma determinada resposta, o reforço contínuo facilita o domínio da actividade com rapidez razoável correcta pretendida pelo instrutor ou professor

 “Se se pensa que o professor é a pessoa responsável pela aprendizagem do aluno, e que a aprendizagem é definida como a mudança de comportamento, então a função primeira do professor é mudar o comportamento do aluno” Mwamwenda (2009: 257).

Dai que se encoraja ao professor uma competência disciplinar só que o mesmo deve ter em conta todos aspectos que possam culminar com um bom rendimento e sucesso no processo de aprendizagem.
A combinação dos factores de interesse, as técnicas do professor e os métodos de ensino vão apoiar a comunicar os objectivos de aprendizagem contribuindo deste modo a um bom rendimento pedagógico.

 “Factores de interesse são métodos de apresentação e técnicas utilizadas para ganhar, manter e aumentar o interesse dos estudantes durante a aula ou instrução” ACOTA (2009:3-5).

O estudante aprende melhor quando está motivado e interessado, alguns são auto motivados e outros precisam que lhes motivem.

Os aspectos abordados por vários psicólogos, relacionados com a motivação estão ligados a psicologia educacional e a escolar tudo isso como a mesma finalidade de contribuir para um bom rendimento do processo de ensino-aprendizagem.


Para Dembo (1994)[1] citados por Pozo (1996:176), as estratégias de aprendizagem são técnicas ou métodos que os alunos usam para adquirir informação. Pozo (1996:177), enfatiza dizendo que as estratégias de aprendizagem vêm sendo definidas como sequências de procedimentos ou actividades que se escolhem com o propósito de facilitar a aquisição, o armazenamento e utilização da informação.

Da Silva & Sá (1997:216), as estratégias de aprendizagem em níveis mais específico podem ser consideradas como qualquer procedimento adoptado para a realização de uma determinada tarefa.
As estratégias de ensino-aprendizagem têm desempenhado um papel muito preponderante para aprendizagem efectiva assim como na auto-regulação, fazendo desta forma que os professores reconheçam seus efeitos para o processo de ensino- aprendizagem.

Maior parte dos trabalhos de Investigações relacionados com o processo de ensino-aprendizagem tem se concentrado na identificação das estratégias de aprendizagem utilizadas pelos alunos voluntariamente na busca dos processos cognitivos utilizados por alunos mais aproveitados, bem como na análise dos factores que impedem os alunos de se engajarem no uso de estratégias de aprendizagem.

A Psicologia educacional assim como a psicologia escolar tem como referência conhecimentos científicos sobre desenvolvimento emocional, cognitivo e social, utilizando-os para compreender os processos e estilos de aprendizagem e direccionar a equipe educativa na busca de um constante aperfeiçoamento do processo ensino-aprendizagem.

A selecção de estratégias de aprendizagem, apoio ao professor no trabalho com as diversidades presente na sala de aula, desenvolvimento de técnicas inclusivas para alunos com dificuldades de aprendizagem ou comportamentais, programas de desenvolvimento de habilidades sociais e outras questões relevantes no dia-a-dia da sala de aula, fazem com que os factores psicológicos tenham um papel muito preponderante.


A perspectiva filosófica foi a visão oficial da evolução da Psicologia educacional e escolar, tendo como principais defensores Hirst e Peters, sob o argumento de que, os objectivos centrais da educação estão relacionados ao desenvolvimento da mente.

Psicologia escolar complementa a psicologia educacional, estando voltada na vertente aplicabilidade dos conhecimentos desenvolvidos na psicologia educacional, usando directamente nos espaços escolares ou estabelecimentos de ensino.

A Psicologia educacional assim como a psicologia escolar tem como referência conhecimentos científicos sobre desenvolvimento emocional, cognitivo e social, utilizando-os para compreender os processos e estilos de aprendizagem e direccionar a equipe educativa na busca de um constante aperfeiçoamento do processo ensino-aprendizagem.


Bibliografia



COLL, César et. al. (Org.). Desenvolvimento Psicológico e Educação. Vol 2. Editora: Artes Médicas. Porto Alegre 1996.

Da Silva A.L. & Sá, L. Saber estudar e estudar para saber. Colecção Ciências da Educação. Porto Editora.   Portugal, 1997.  

GOODSON, I. Teoria e Educação, Tornando-se uma matéria académica: padrões de explicação e evolução, 1990 (p.231-252).
GOULART, Iris Barbosa.  Psicologia da Educação: fundamentos teóricos, aplicações à prática pedagógica. Editora Petrópolis: Vozes, 2001
Guião do Estudante Assistência e Formação para Operações de Contingência em África (ACOTA), Maputo Agosto 2009. Apresentado por Northrop Grumman.

MASSIMI, M. História da Psicologia. EDUC,  Série Cadernos PUC-SP, n. São Paulo. 1987 (p.95-117).
MWAMWENDA, Tuxtufye,s, Psicologia Educacional: uma perspectiva africana, 1ª Edição, Texto Editora. Moçambique, 2009.

PIAGET, Jean. Como se desarolla la mente del niño. In : PIAGET, Jean et allii. Los años postergados: la primera infancia. Paris. 1975. Online consultado no dia 24 de Setembro de 2013 as 19h43.
Pozo, J.-J. Estratégias de Aprendizagem. Em C. Coll, J. Palácios & A. Marchesi (Orgs),  Desenvolvimento psicológico e educação: Psicologia da educação. Editora Artes Médicas. Porto Alegre. 1996.   (p. 176-197)  
SALVADOR, C. C. (org.) - Psicologia da Educação; trad. Cristina Maria de Oliveira. Porto Alegre: Artes Médicas Sul. 1999 (p.17-48).





[1] Dembo, M.H. Applying educational psychology, 5 ed.  New York: Longman 1994