sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Evolução da psicologia educacional e escolar








Nota sobre o autor


Osvaldo Francisco de carvalho Choé, natural da cidade de Quelimane província da Zambézia, nacionalidade Moçambicana. Tem formações em Elaboração, gestão avaliação e monitoria de projectos de Desenvolvimento, associativismo juvenil, Hiv-sida, Relações Publicas e protocolo. Licenciado em ciências Militares pela Academia Militar Marechal Samora Machel, especialista em Artilharia Terrestre, Mestrando no curso Educação/formação de formadores na Universidade Pedagógica Delegação da Beira. Actualmente é oficial das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.





Índice

Resumo. iii
Introdução. 4
1.    Evolução da psicologia educacional e escolar 5
1.1.     A Configuração histórica da psicologia educacional e escolar 7
1.1.1.      A psicologia filosófica e a teoria educativa até 1890 na origem da psicologia educacional e escolar 7
1.1.2.      A psicologia científica e as origens da psicologia educacional e escolar (1890-1920) 8
1.2.     Precursores da Psicologia educacional e escolar 8
2.    Analises dos aspectos: Motivação e aprendizagem, estratégias de ensino-aprendizagem, estilos cognitivos e aprendizagem do aluno e suas implicações pedagógicas na psicologia educacional e escolar. 9
2.1.     A motivação e aprendizagem na psicologia educacional e escolar 9
2.2.     Estratégias de ensino-aprendizagem, estilos cognitivos e aprendizagem do aluno e suas implicações pedagógicas na psicologia educacional e escolar 10
3.    Considerações finais. 12
Bibliografia. 13





Resumo


Este resumo foi elaborado a partir de revisão bibliográfica sob tema evolução da psicologia educacional e escolar, analisados a partir dos seguintes aspectos: Motivação e aprendizagem, Motivação, estratégias de ensino-aprendizagem, estilos cognitivos e aprendizagem do aluno e suas implicações pedagógicas. Pretende-se com este trabalho contribuir na reflexão das contribuições trazidas pela evolução da psicologia educacional e escolar nas práticas pedagógicas. Por uma questão metodológica, este trabalho esta divido em duas, a primeira faz se uma abordagem sobre a evolução da psicologia educacional e escolar e a segunda contempla a reflexão relacionada com a motivação e aprendizagem, estratégias de ensino-aprendizagem, estilos cognitivos e aprendizagem do aluno e suas implicações pedagógicas.

Palavras-chave: Psicologia educacional e escolar, motivação, ensino-aprendizagem


                                                                                 

 Introdução


O presente trabalho subordina-se ao tema evolução da psicologia educacional e escolar, analisados a partir da Motivação e aprendizagem, Motivação, estratégias de ensino-aprendizagem, estilos cognitivos e aprendizagem do aluno e suas implicações pedagógicas. A distinção dos termos psicologia escolar e psicologia educacional, gera percepções questionáveis tanto do exercício profissional do psicólogo na escola, quanto das inúmeras elaborações teóricas necessárias à prática profissional, razão pela qual antes de se falar da sua evolução foi feita uma definição destes dois termos e suas finalidades.
A Psicologia educacional assim como a psicologia escolar tem como referência conhecimentos científicos sobre desenvolvimento emocional, cognitivo e social, utilizando-os para compreender os processos e estilos de aprendizagem e direccionar a equipe educativa na busca de um constante aperfeiçoamento do processo ensino-aprendizagem.
Quanto a organização este esta divido em duas partes fora dos aspectos pré e pós-textuais, a primeira faz se uma abordagem sobre a evolução da psicologia educacional e escolar e a segunda contempla a reflexão relacionada com a motivação e aprendizagem, estratégias de ensino-aprendizagem, estilos cognitivos e aprendizagem do aluno e suas implicações pedagógicas, a pré-textual contempla o índice e o resumo, a pós-textual faz referência das obras consultadas.




Antes de se falar da evolução da psicologia educacional e psicologia escolar deve-se referenciar que psicologia educacional e a escolar são intrinsecamente relacionadas, mas não são mesmas, nem podem circunscrever-se uma à outra.

A educacional constitui uma área de conhecimento geral que tem por finalidade produzir saberes sobre o fenómeno psicológico no processo educativo. A outra constitui-se como campo de actuação profissional, realizando intervenções no espaço escolar ou estabelecimentos de ensino, tendo como foco o fenómeno psicológico, fundamentada em saberes produzidos, não só, mas principalmente, pela área da psicologia educacional. (MASSIMI, 1987:110).

Psicologia educacional ou psicologia da educação é o ramo da psicologia que estuda o processo de ensino-aprendizagem em diversas vertentes. Enquanto a Psicologia escolar complementa a psicologia educacional, estando voltada na vertente aplicabilidade dos conhecimentos desenvolvidos na psicologia educacional, usando directamente nos espaços escolares ou estabelecimentos de ensino.

A Psicologia, enquanto tentativa de conhecer o comportamento humano, tem sido através dos tempos uma actividade natural do ser humano, praticada informal no quotidiano das pessoas, nas situações mais curiosas e com vários sentidos. Estamos a falar da chamada Psicologia do senso comum, resultado das experiências de vida dos homens em geral.

Já a Psicologia enquanto ciência que busca compreender o processo evolutivo e o comportamento do ser humano tem sua origem inegavelmente nas especulações mais remotas, emergidas do dia-a-dia do senso comum.

Muitas e significativas foram às influências da Filosofia no processo de certificação da Psicologia como ciência, as quais são, por muitos autores estudadas. Alguns pesquisadores acreditam que a Psicologia educacional e escolar é derivado ao segmento de estudos e pesquisas que visavam descrever os processos psicológicos existentes na educação.
Teóricos como Sigmund FreudJean PiagetBurrhus Frederic SkinnerCarl RogersLev Vygotsky e Alexander Luria, são tidos por vários pesquisadores como precursores dos estudos em Psicologia educacional ou da Educação.
Estes teóricos, os ditos como precursores do estudo da Psicologia educacional e escolar são também referenciados nos cursos de Pedagogia leccionados no nosso sistema de ensino Superior.
Wall (1979), diz que entre 1920-1955, a psicologia educacional ou da educação mostrou-se como a “rainha das ciências da educação”.

A partir de 1955, ocorreram vários factos que modificaram de maneira substancial o panorama da psicologia da educação devido ao interesse potencial na educação escolar. Durante o período acima referenciado a psicologia começa a constituir, para além da diversidade comentada por vários precursores da mesma o núcleo da educação.
As diferenças individuais, análise dos processos de aprendizagem e a psicologia da criança, constituíram as três áreas ou campos de pesquisa da psicologia educacional e escolar.

De acordo com Salvador (1990:18), a preocupação da explicação da psicologia da educação em relação com as leis, princípios, conceitos fez com que esta disciplina passa-se a ser uma disciplina absoluta.

Ainda Salvador acrescenta que a psicologia da educação, considerada em sentido específico e restrito, contribuiu no enriquecimento da pesquisa com informações e dados próprios dos fenómenos educativos, mais precisamente com suas interpretações sobre o comportamento humano nas situações educativas específicas.

David P. Ausubel, psicólogo americano da segunda metade do século XX, é também considerado como influente na evolução da psicologia da educação, segundo Salvador (1999:40), Ausubel argumenta de forma contundente, contra a aplicação de princípios genéricos da psicologia à educação e a favor da psicologia da educação como uma disciplina ponte, sustentando que a psicologia da educação é uma disciplina aplicada autónoma.

Salvador (1999:42), acredita que Ausubel é um dos psicólogos que mais contribuiu para se estabelecer uma distinção clara do que significa definir a psicologia da educação como uma disciplina aplicada, e o que representa caracterizá-la como uma simples aplicação da psicologia aos problemas educativos.

Para Coll (2004: 116), a existência da psicologia educacional ou da educação como uma área de conhecimento e de saberes teóricos e práticos claramente identificáveis, tem sua origem na crença de que a educação e o ensino podem melhorar sensivelmente com a utilização adequada dos conhecimentos psicológicos.
Tal convicção, que tem suas raízes nos grandes sistemas de pensamento e nas teorias filosóficas anteriores ao surgimento da psicologia científica, foi objecto de múltiplas interpretações.

Até o final do século XIX a psicologia e a educação eram mediadas pela filosofia. A perspectiva filosófica, que pode ser chamada de visão oficial da evolução da Psicologia educacional e escolar, tem como principais defensores Hirst e Peters, quem aponta estes dois defensores é Goodson (1990:232) sob o argumento de que, “os objectivos centrais da educação estão relacionados ao desenvolvimento da mente”. Desse modo, a psicologia educacional e escolar é tida como intelectual e é criada e definida.
               

Até a época de 1890 não se falava da psicologia da educação, devido a forte influência do carácter psicológico de natureza filosófica no pensamento educativo. Algumas das teorias do conhecimento no período em referência consistiam na investigação da verdade por meio de uma compreensão dos anexos existentes entre os acontecimentos temporais.

Para Platão, a correspondência entre pensamento e a realidade como fonte e origem de todo conhecimento já foi apresentado e postulava a existência de algumas ideias inatas as quais se pode chegar a mediante um processo denominado Noisis.

Aristóteles em detrimento do Platão afirmou na sua obra De memoria et Reminiscentia, que o conhecimento tem sua origem em evidencias oferecidas pelos sentidos, também foi ele que estudou a aprendizagem, as leis de associações, memorias e a influencia da experiencias sobre o acto de conhecer e identificar as funções cognitivas, sensação, memorias, imaginação.

A influência da filosofia na psicologia educacional e escolar teve como pensamento principal de Herbart (1776-1841), este foi um filosofo que concebeu a educação como uma aplicação prática da filosofia.
 “A mente é um mapa plano que recebe as impressões que chegam dos sentidos e geram, com ajuda de uma actividade interna de reflexão, todo o conhecimento” Locke

No período acima referenciado, a psicologia educacional começa a se distanciar da filosofia e transforma-se numa disciplina científica e autónoma, cujo distanciamento culminou com o surgimento da psicologia cientifica que posteriormente a psicologia educacional e escolar.


J.M. Cattell (1860-1944), a partir do seu trabalho no laboratório de psicologia experimental de LUIPZI, fundado por Wundt em 1879, surge a psicologia científica.

William James (1842-1910), foi médico e teve contribuições mais importantes no campo da filosofia e da psicologia, as suas ideias influenciaram decisivamente na psicologia e na teoria educativa dos estados unidos.
G.Stanly Hall (1844-1924), destacou-se pelas suas pesquisas sobre a psicologia da criança, ainda deve-se a Hall a popularização do questionário nos estados unidos como instrumento para explorar o pensamento infantil. Hall defende ideias que o desenvolvimento pessoal constitui uma recapitulação da evolução biológica, ainda insiste também no facto de que é conveniente considerar o nível de desenvolvimento infantil e as suas características e necessidades das crianças como um ponto de partida de educação.

     2.      Analises dos aspectos: Motivação e aprendizagem, estratégias de ensino-aprendizagem, estilos cognitivos e aprendizagem do aluno e suas implicações pedagógicas na psicologia educacional e escolar.


Motivação é definida normalmente como um estado interior que estimula, dirige e mantém comportamento do aprendizado. A motivação para os psicólogos contribui para dar respostas as perguntas que lhes são colocadas com as pessoas sobre os comportamentos, o que faz uma pessoa permanecer ou desistir de uma tarefa, qual o nível de envolvimento na actividade escolhida e o que pensa e sente o aluno, individuo durante esse envolvimento ou processo de ensino, (PIAGET, 1975:14).

Alguns psicólogos explicam a motivação em termos de traços pessoais, como resposta dos impulsos, necessidades, incentivos, medos, objectivos, interesse, pressão social, crenças, valores, expectativas que fazem com que o individuo ou aluno se mantenha motivado no que faz.

Algumas explicações de certos psicólogos estão relacionadas com factores pessoais e ambientais, esta divisão trazida por estes psicólogos vem as divisões principais que eles classificam em intrínseca e extrínseca. A motivação é intrínseca se a razão vier de dentro da pessoa, extrínseca se vier de fora.

No ensino ambas as motivações são importantes. É vital criar motivação intrínseca nos alunos, estimulando a sua curiosidade, embora não se deva desprezar a necessidade que as recompensas têm em determinadas situações.

MWAMWENDA (2009:173), traz uma outra abordagem sobre motivação este diz que é um estímulo que aumenta a probabilidade de ocorrer uma determinada resposta, o reforço contínuo facilita o domínio da actividade com rapidez razoável correcta pretendida pelo instrutor ou professor

 “Se se pensa que o professor é a pessoa responsável pela aprendizagem do aluno, e que a aprendizagem é definida como a mudança de comportamento, então a função primeira do professor é mudar o comportamento do aluno” Mwamwenda (2009: 257).

Dai que se encoraja ao professor uma competência disciplinar só que o mesmo deve ter em conta todos aspectos que possam culminar com um bom rendimento e sucesso no processo de aprendizagem.
A combinação dos factores de interesse, as técnicas do professor e os métodos de ensino vão apoiar a comunicar os objectivos de aprendizagem contribuindo deste modo a um bom rendimento pedagógico.

 “Factores de interesse são métodos de apresentação e técnicas utilizadas para ganhar, manter e aumentar o interesse dos estudantes durante a aula ou instrução” ACOTA (2009:3-5).

O estudante aprende melhor quando está motivado e interessado, alguns são auto motivados e outros precisam que lhes motivem.

Os aspectos abordados por vários psicólogos, relacionados com a motivação estão ligados a psicologia educacional e a escolar tudo isso como a mesma finalidade de contribuir para um bom rendimento do processo de ensino-aprendizagem.


Para Dembo (1994)[1] citados por Pozo (1996:176), as estratégias de aprendizagem são técnicas ou métodos que os alunos usam para adquirir informação. Pozo (1996:177), enfatiza dizendo que as estratégias de aprendizagem vêm sendo definidas como sequências de procedimentos ou actividades que se escolhem com o propósito de facilitar a aquisição, o armazenamento e utilização da informação.

Da Silva & Sá (1997:216), as estratégias de aprendizagem em níveis mais específico podem ser consideradas como qualquer procedimento adoptado para a realização de uma determinada tarefa.
As estratégias de ensino-aprendizagem têm desempenhado um papel muito preponderante para aprendizagem efectiva assim como na auto-regulação, fazendo desta forma que os professores reconheçam seus efeitos para o processo de ensino- aprendizagem.

Maior parte dos trabalhos de Investigações relacionados com o processo de ensino-aprendizagem tem se concentrado na identificação das estratégias de aprendizagem utilizadas pelos alunos voluntariamente na busca dos processos cognitivos utilizados por alunos mais aproveitados, bem como na análise dos factores que impedem os alunos de se engajarem no uso de estratégias de aprendizagem.

A Psicologia educacional assim como a psicologia escolar tem como referência conhecimentos científicos sobre desenvolvimento emocional, cognitivo e social, utilizando-os para compreender os processos e estilos de aprendizagem e direccionar a equipe educativa na busca de um constante aperfeiçoamento do processo ensino-aprendizagem.

A selecção de estratégias de aprendizagem, apoio ao professor no trabalho com as diversidades presente na sala de aula, desenvolvimento de técnicas inclusivas para alunos com dificuldades de aprendizagem ou comportamentais, programas de desenvolvimento de habilidades sociais e outras questões relevantes no dia-a-dia da sala de aula, fazem com que os factores psicológicos tenham um papel muito preponderante.


A perspectiva filosófica foi a visão oficial da evolução da Psicologia educacional e escolar, tendo como principais defensores Hirst e Peters, sob o argumento de que, os objectivos centrais da educação estão relacionados ao desenvolvimento da mente.

Psicologia escolar complementa a psicologia educacional, estando voltada na vertente aplicabilidade dos conhecimentos desenvolvidos na psicologia educacional, usando directamente nos espaços escolares ou estabelecimentos de ensino.

A Psicologia educacional assim como a psicologia escolar tem como referência conhecimentos científicos sobre desenvolvimento emocional, cognitivo e social, utilizando-os para compreender os processos e estilos de aprendizagem e direccionar a equipe educativa na busca de um constante aperfeiçoamento do processo ensino-aprendizagem.


Bibliografia



COLL, César et. al. (Org.). Desenvolvimento Psicológico e Educação. Vol 2. Editora: Artes Médicas. Porto Alegre 1996.

Da Silva A.L. & Sá, L. Saber estudar e estudar para saber. Colecção Ciências da Educação. Porto Editora.   Portugal, 1997.  

GOODSON, I. Teoria e Educação, Tornando-se uma matéria académica: padrões de explicação e evolução, 1990 (p.231-252).
GOULART, Iris Barbosa.  Psicologia da Educação: fundamentos teóricos, aplicações à prática pedagógica. Editora Petrópolis: Vozes, 2001
Guião do Estudante Assistência e Formação para Operações de Contingência em África (ACOTA), Maputo Agosto 2009. Apresentado por Northrop Grumman.

MASSIMI, M. História da Psicologia. EDUC,  Série Cadernos PUC-SP, n. São Paulo. 1987 (p.95-117).
MWAMWENDA, Tuxtufye,s, Psicologia Educacional: uma perspectiva africana, 1ª Edição, Texto Editora. Moçambique, 2009.

PIAGET, Jean. Como se desarolla la mente del niño. In : PIAGET, Jean et allii. Los años postergados: la primera infancia. Paris. 1975. Online consultado no dia 24 de Setembro de 2013 as 19h43.
Pozo, J.-J. Estratégias de Aprendizagem. Em C. Coll, J. Palácios & A. Marchesi (Orgs),  Desenvolvimento psicológico e educação: Psicologia da educação. Editora Artes Médicas. Porto Alegre. 1996.   (p. 176-197)  
SALVADOR, C. C. (org.) - Psicologia da Educação; trad. Cristina Maria de Oliveira. Porto Alegre: Artes Médicas Sul. 1999 (p.17-48).





[1] Dembo, M.H. Applying educational psychology, 5 ed.  New York: Longman 1994

quarta-feira, 5 de junho de 2013



Análises críticas sobre uso e perspectivas da melhoria do aproveitamento das estratégias de ensino superior


Dia da minha Defesa; 21/11/2011









nota sobre o autor

Osvaldo Francisco de carvalho Choé, natural da cidade de Quelimane província da Zambézia, nacionalidade Moçambicana. Tem formações em Elaboração, gestão avaliação e monitoria de projectos de Desenvolvimento, associativismo juvenil, Hiv-sida, Relações Publicas e protocolo. Licenciado em ciências Militares pela Academia Militar Marechal Samora Machel, Mestrando no curso Educação/formação de formadores na Universidade Pedagógica Delegação da Beira. Actualmente é oficial das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.

                                                                   docentes 

                                                              Prof. Doutor: Adriano Niquice

                                                              Prof. Doutor: Félix Singo

Resumo


A proposta deste artigo foi Analisar criticamente o uso das estratégias de ensino superior e fazer proposta para melhoramento e aproveitamento, particularizando as vantagens e desvantagens. Envolveu um levantamento bibliográfico e análises de exemplos que motivaram a compreensão do assunto em estudo. Na primeira parte deste artigo abordou-se o método expositivo e suas limitações em relação as condições disponíveis, discutiu-se a discussão, modalidades das discussões e as suas limitações, seminário e simulação. Na terceira e últimas parte as considerações finais e as referências bibliográficas.
Palavras-chave: exposição, discussão, seminário, simulação 


                                                           Summary

The purpose of this article was critically analyze the use of strategies for higher education and make a proposal to improve the prospects of your use of, specially about the advantages and disadvantages. Involved a literature review and analysis of examples that motivated the understanding of the subject under study. In the first part of this article we dealt with the lecture method and its limitations in the available conditions, discussed the discussion, details of discussions and their limitations, seminar and simulation. In the third and last part of the final considerations and references.

Keywords: exhibition, discussion, seminar, simulation

                         Introdução


Há uma necessidade da expansão da aula expositiva e a discussão devido as numerosas vantagens assim como as suas desvantagens, mais tem um contributo aceitável para o processo de ensino e aprendizagem nas escolas Moçambicanas.

A aula expositiva eficaz é uma habilidade que pode ser aprendida, apesar da sua antiguidade como uma grande parte de autores dizem, é claro que este método hoje em dia em alguns países dispensam ou substituem com método completamente informatizadas, onde os professores são apenas guias ou orientadores do processo de ensino e aprendizagem. Para outros vem as aulas expositivas como um obstáculo em virtude do mundo das tecnologias que se assiste. Aula expositiva é económicas e a transmissão dos conhecimentos quando se faz o uso adequado é muito abrangente, isto é, pode-se dar para muita gente e em pouco tempo. A principal limitação de exposições é a existência de um só sentido da comunicação e a ausência de feedback sobre aprendizagem durante a exposição da aula.

A Discussões é um grande a acréscimo à exposição, isto é, uma discussão fornece ao professor um valioso feedback sobre aprendizagem, não só, também favorece uma reflexão profunda sobre os conhecimentos adquiridos pela leitura ou mesmo pelas aulas expositivas. Discussões podem superar problema que a exposição pode causar, estimulando desta forma questões e comentários dos estudantes.

Segundo Gil (1997:82), seminário é um tipo especial de discussão que esta sendo utilizado com muita frequência no ensino superior. A insuficiência de tempo em função do número de alunos, domínio do tema por parte dos grupos ou mesmo pelo professor, desfecho prematuro das discussões, estes e outros factores constituem as limitações das discussões.

A proposta deste artigo foi identificar e avaliar a eficiência das aulas expositivas e discussões no ensino moçambicano, particularizando as vantagens e desvantagens, propor medidas que reforcem a relevância destas metodologias em função das condições disponíveis.

Envolveu um levantamento bibliográfico que segundo Menezes e Silva (2001:21), esta é elaborada a partir de material já publicados e disponível, e foi feita análises de exemplos que motivaram a compreensão do assunto em estudo. Na primeira parte deste artigo abordou-se o método expositivo e suas limitações em relação as condições. Na segunda parte discutiu-se a discussão, modalidades das discussões e as suas limitações. Na terceira e últimas parte as considerações finais e as referências bibliográficas.


1.      Análises críticas sobre uso e perspectivas da melhoria do aproveitamento das estratégias de ensino superior

1.1.Aulas expositivas 

Até a década de 1930 a aula expositiva era considerada como a técnica mais adequada à transmissão de conteúdos na sala de aula. E consistia numa prelecção verbal cujo objectivo era transmitir determinadas informações aos alunos, Ronca (1986:86). Razão pela qual a aula expositiva é sem dúvida uma das metodologias mais antiga e predominante na educação em particular moçambicana, tanto no ensino primário, secundário assim como superior.
Muitos países criticam o seu uso alegando sua antiguidade, limitações, incompatibilidade em relação a nova tecnologia, o desenvolvimento e surgimento de mais metodologias de ensino compatíveis as novas tecnologias, mais deve-se ver a constituição da aula expositiva não como ela se parece ser mais sim o que já foi para o processo de ensino e aprendizagem.
Vários autores que defendem a manutenção desta metodologia, criticam para muitos programas de ensino ou mesmo professores que já desencorajam o uso desta metodologia, além disso muitos professores não param para considerar as vantagens do método de exposição antes de adoptá-lo ou rejeitá-lo.

Para Gil (1997:69), a aula expositiva é criticada quando esta é vista como processo em que os factos são transmitidos das fichas do professor para o caderno do aluno sem passar pela mente de nenhum dos dois.
Esta critica referenciada por este autor é necessário, uma vez que chama atenção aos professores a não abandonarem o seu uso, mais sim fazerem o uso como uma das metodologia devido as suas vantagens. No contexto real da educação em Moçambicana, os professores deviam sempre procurar melhorar, fazendo mudanças em vez da comunicação em um sentido este procurar inverter para comunicação recíproca, onde este faz exposição depois abre um espaço para discussões.

A opção do abandono total deste método em Moçambique, causaria muitos problemas na educação, uma vez acredita-se que este método é bastante económico e eficaz para condições que a educação moçambicana possui.

Por exemplo, introduziu-se as Tecnologias de informação e comunicação na escola de ensino secundário e geral mais nem tem condições para sua implementação, exige-se uso dos métodos de ensino que vão de acordo com as novas tecnologias, existe indicações para se usar a metodologia de ensino centrada no aluno mais as salas de aulas são numerosas, isso acontece em todos níveis de ensino.

Face a estes cenários a única saída que os professores têm e que vai de acordo com os escassos recursos disponíveis é a prática das aulas expositivas, onde este traz seus apanhados ou mesmo resumo da aula e expõe aos alunos.

A iniciativa do professor durante a aula expositiva é um aspecto muito fundamental que construi para a inovação das exposições, se assim o fizer essas aulas terá uma maior atenção dos alunos, haverá uma condensação dos conhecimentos expostos pelo professor e consequentemente produzira bons resultados. No decorrer das aulas expositivas o professor que pretende transmitir uma mensagem não pode desprezar a importância do interesse e da atenção do aluno.

 Segundo Gil (1997:70), nem toda culpa das deficiências das aulas expositivas recai ao professor, ainda este autor acrescenta que para o sucesso da exposição é a disposição dos recursos didácticos e salas com números de alunos regulares. Por outro lado este mesmo autor realça que a culpabilidade que recai ao professor está associada ao modo de expor suas ideias, isso acontece quando um professor fala muito e rápido não deixando espaço para os alunos, e outros falam devagar e baixo e de forma monótona.

Na aulas expositiva a comunicação é muito importante, mais não pode ser vista o professor como a fonte dos conhecimentos e o aluno como receptor, como muitos autores dizem quando querem mostrar as limitações da prática das aulas expositivas, mesmo nestes moldes que estes autores defendem, com uma iniciativa do professor pode existir “feedback” por parte dos alunos bastando para tal o conhecimento suscitar uma pequena discussão e o professor aceitar a tal discussão, este feedback vai surgir como um sinal que todos os alunos estão interessados na aula e motivados.

Isso só pode acontecer quando o professor aclarar os objectivos da exposição, fazer conhecer a todos o assunto a ser exposto, a organização das ideias e postura do professor vai contribuir também para a melhoria da aula expositiva.

O outro ponto que se tem falado em volta das aulas expositivas é a mensagem a ser exposta, este ponto realmente é muito fundamental, dá-se caso de alguns professores que mesmo sabendo que esta matéria vem escrito em vários livros ou patentes na internet ou mesmo a maioria dos alunos já possui, este limita-se em ditar apontamentos, por sinal os mesmos que quase toda turma tem ou estes tem acesso dos livros, aí pode-se analisar como será a concentração e o nível de interesse dos alunos ao ter aulas expositivas dessa natureza, não haverá assimilação de quase nada.

Ainda relacionado com a mensagem, que haja uma diferenciação em termos da contextualização dos exemplos a se dar durante a aula, pode se dar exemplos práticos onde os alunos estejam abalizados, ao se fazer isso o professor estaria a ajustar as características da mensagem em função das necessidades da aula. Este ajuste vai fazer com que a mensagem seja clara, precisa, concisa e com muita audiência, sendo desta forma assimilada.

A audiência criada pelo professor durante a exposição, vai produzir uma discussão relacionada com a mensagem onde cada aluno vai querer participar contando exemplos por estes vividos e que estejam relacionados com o tema exposto, e se o professor abrir uma espaço automaticamente aula expositiva passa para discussão.

A comunicação verbal é o canal mais usados durante a exposição, o que acontece quando o professor não vêem outro meio de expor a mensagem a aula fica sem um sentido verdadeiro, isto é, haverá uma pouca audiência e interesse por parte dos alunos devido ao tempo que este vai ficar a ouvir apenas o professor a falar, resultados os alunos dormem durante as aulas, fazem barulhos e em alguns casos abandonam a sala de aulas. Face a este cenário Gil (1997), recomenda que o professor utilize quadro, cartazes, retroprojectores. Caso não haja a única saída é contar anedotas de vez em quando.

Em fim, a finalidade de todos métodos de ensino é transmitir conhecimentos aos alunos fazendo deste um receptor, isto também constitui a finalidade das aulas expositivas. Como pode se ver qualquer método de ensino usa a comunicação como o canal, ainda há autores que defendem que todos outros métodos de ensino são complementados pela exposição.

O sucesso das aulas expositivas advêm de vários factores visíveis, a prior esta relacionada com a forma de receber a mensagem uma vez que esta é recebida de maneiras diferentes ou mesmo como o receptor quer que essa mensagem seja por este entendida, a outra esta relacionada com a forma que o professor faz chegar a mensagem, quando este é muito monótono, lento ou rápido, não faz desenvolvimento da mensagem, não motiva os alunos, terá uma pouca audiência e fraca a assimilação da mensagem.

Ainda Dias e Pereira (1988)[1] apud Gil (1997:74), refere que, “ …. na interpretação o receptor se questiona qual é o significado que devo atribuir a esta mensagem que fulano me transmite a respeito deste assunto, nessa situação?

 Gil, faz nos entender que tanto as aulas expositivas assim como outras, a forma de como o aluno interpreta ou quer interpretar a mensagem é um assunto pessoal, apesar do objectivo do professor assim como do método usado ser de disseminar a mensagem e que todos tenham o mesmo nível de percepção.

Esta maneira do aluno questionar-se vai levar este a aceitar a mensagem, tomar atenção na exposição do professor ou ignorar por total ou uma parte da mensagem, caso que haja uma parte da mensagem que lhe chame atenção, até pode se dar caso que este pode reagir contra o professor, que para alguns autores esta reacção bem percebida será o feedback, mais quando este faz barulho ate abandona a sala de aulas ou dorme durante a exposição já constitui uma preocupação.

Como fazer com que esta mensagem seja recebida e aceitada totalmente durante as aulas expositivas? Gil (1997), diz que deve haver uma atenção por parte do professor quanto a expressão corporal do aluno.
Ainda sobre a expressão corporal dos alunos Piletti (2004:106), diz que durante a aula expositiva o professor deve observar os sinais de aborrecimento e de cansaço que denunciam problemas na comunicação durante a aula, a forma dos alunos se sentarem, sonolência, o barulho na sala e movimentações durante a aula.

Esta expressão corporal referida por estes autores são verificados quando o professor é monótono, a mensagem exposta esta desajustada, falta de habilidades por parte do professor em lidar com aulas o domínio do tema e falta de iniciativa. Todos estes aspectos verificados durante a exposição faz com que o aluno durma na sala, fica com cabeça inclinada para baixo, mexe telefone, troca conversa com seu companheiro até mesmo abandona a sala alegando que vai para o quarto de banho, então são estas expressões corporais que devem ser tomadas atenção durante qualquer aula.

As aulas expositivas só produz efeitos aceitáveis se o professor tomar a consciência do que é realmente uma aula expositiva, manter os princípios de comunicação científica como forma de modernizar as aulas expositivas e também a componente criatividade deve estar bem patente no professor.

Em Moçambique quase a maior parte dos professores optam como alternativa as aulas expositivas devido a insuficiência de recurso didácticos disponíveis, verifica-se uma tendência de se substituir com outras metodologias, o que pelo entender do autor estaríamos a cometer um erro uma vez que ainda não se condicionou condições para o seu devido efeito. Ainda Gil (1997) reforça ao dizer que as aulas expositivas devem ser acreditadas não apenas pelos factores didácticos e pedagógicos, mais também económicos e administrativos.

Este autor faz nos perceber que para além de se dar aula expositiva como poucos recursos disponíveis pode-se fazer chegar a mensagem para vários receptores e em pouco tempo e por qualquer profissional de educação, como se viveu por muito tempo em Moçambique quando a educação recrutava indivíduos sem formação psico-pedagógica, também estas aulas para o ensino superior é muito notório devido as palestras, seminários, em outros níveis já fica bem claro devido as salas numerosas.

1.2.A Discussão

A discussão é uma das estratégias que esta sendo adoptado como complementar das aulas expositivas uma vez que esta é adequada no domínio afectivo e psicomotor em detrimento da aula expositiva. (GIL, 1997:78).

A reflexão dos conhecimentos adquiridos na aula expositiva, os alunos podem criar em si dentro deles uma linha de pensamento e seleccionar as duvidas e levar a discussão e será neste fórum onde este aluno faz suas conclusões a partir das experiências trazidas por outros colegas, esta estratégia no nosso ensino vem complementar as aulas expositivas como o autor referenciou anteriormente.

Alguns autores acreditam que a discussão faculta informações ou teorias contrarias as crenças tradicionais, dando desta forma uma oportunidade aos alunos de expor suas ideias de acordo com a sua vida em comunidade. Esta credibilidade faz no entender que a partir de discussões pode-se pôr em prática os conhecimentos popular.

Para o ensino superior esta metodologia é utilizada com muita consistência onde o professor lança tema, os alunos vão pesquisar e traz dados para sua discussão e por fim o professor faz o sumário da discussão, mais quando o desfecho é prematuro, o professor não domina o assunto, controlo da turma esta discussão não surte efeitos esperados pelos alunos assim como o professor.

…… uma discussão bem sucedida pode ser bastante agradável tanto para os alunos como o para o professor, pois se torna um verdadeiro divertimento intelectual Gil (1997:77)

O intelectualismo referido por Gil estará relacionado com como estes alunos fazem abordagem dos temas, a profundeza dos assuntos discutidos, e por fim a produção de conhecimento, uma vez que isso só acontece quando há exercício de liberdade e democracia. Este últimos elementos só tem espaço nas discussões e se esta discussão o professor proporcionar temas interessantes, tiver domínio e criar espaços para tal. A criatividade do professor durante a aula acima de tudo é a chave do sucesso de qualquer metodologia de ensino.

A motivação também é tida como um dos pontos que quando não for observada pelo professor pode constituir uma limitação da discussão, o professor deve ser criativo, criar um bom clima na sala. Para que haja participação na discussão, o professor deve no inicio fazer uma introdução do tema, sua importância e o objectivo da discussão e ao longo da discussão este deve sempre evidenciar esforços no sentido de estimular, convidar aos alunos a participarem na discussão, dando suas opiniões.

Na prática, as discussões são motivadas por iniciativas de alguns professores, casos vividos pelos autores durante a sua formação, há professores que lançam provocações ou temas que vão dividir a turma em grupos com ideias contrárias, dando origem uma discussão em grupos.

 Para além do inicio das discussões que é tida como uma das limitações, o fim ou melhor o termino também pode constituir uma das limitações, exemplos desses caso são quando há muita insistências num determinados ponto e o professor não tem ideias a respeito, o professor não sabe como fazer o sumario da discussão, o professor ficar engasgado, isso tudo vai levar o professor dar um conclusão prematura, alegando factor tempo.

   1.2.1.      Discussão em pequenos grupos

A discussão em pequenos grupos possibilita a participação e a contribuição dos alunos em relação a diversos aspectos, num determinado grupo. Este método possibilita a interacção entre alunos-aluno, sem deixar de fora o papel do professor como refere Viega (1991:93).
Esta interacção protagonizada pelos alunos integrantes do grupo vai construir um conhecimento que será da autoria de todos membros do grupo, nesta metodologia o professor também actua como um facilitador da aprendizagem, uma que este só vai dar orientações, mostrar caminhos, fontes e correcções de certos aspectos desajustados.

Discussão em pequenos grupos é um método usado com muita predominância no ensino superior, este facilita o processo de ensino aprendizagem por que proporciona uma transmissão eficaz e coerente dos conhecimentos, e professor para além de transmissor é também um facilitador e os alunos entram no processo de ensino e aprendizagem como activos na edificação de seus próprios conhecimentos.

É na discussão em pequenos grupos que há muitas oportunidades para debater uma vez que são poucos elementos num grupo, fazendo com que a proporção de tempo seja adequada para que todos contribuam com seus pontos de vistas. O grupo escolhe um expositor, encarregado nas anotações dos pontos discutidos e as conclusões do grupo e depois com todos colegas seleccionam aspectos mais relevantes da discussão para a produção do trabalho, fazendo com que todos tenham oportunidade até mesmo aqueles colegas tímidos.

 Mais para casos vividos na educação Moçambicana, a questão tempo entra como obstáculo, devido as salas superlotadas e cada aula esta cronometrada para 45 a 50 minutos, obrigados desta forma a formação de vários grupos e numerosos em uma turma, reduzindo a oportunidade de liberdade e democracia que este método oferece aos alunos, fazendo com que o professor não cubra todos grupos em termos de orientações, para casos dos alunos tímidos muitas das vezes não tem tido espaço.

O autor perante esta situação recomenda como medidas de superação do obstáculo, a atenção durante a planificação e a calendarização das apresentações para casos da exposição do relatório final discutido pelos grupos, a flexibilidade do professor na sala de aulas e a organização dos grupos também pode influenciar para o vazamento do tempo.

Este método faz com que o aluno não seja um passivo recebedor de informações transmitidas pelo professor, mais torna-o um sujeito activo participando desta forma na discussão com seus colegas, proporcionando lhe um desenvolvimento das aptidões inter-pessoais.

Muitos autores acreditam que este método é um dos melhore por que proporciona aos membros do grupo a aprendizagem e habilidades de resolução de problemas e tomada de decisão, identificando seus próprios erros e fazendo uma auto correcção.

O sucesso da discussão em pequeno grupo, está relacionado com as características dos alunos, se os alunos forem fechados ou tímido não haverá um debate aberto dentro do grupo constituindo desta forma uma preocupação para o professor, exemplo existem alunos que se acham excluídos na sala de aulas este mesmo num pequeno grupo não altera sua característica extrovertida por isso deve haver uma preocupação de assegurar estes alunos para que tenham oportunidade de desenvolver sua participação verbal.

Ainda em relação as características, há alunos que falam muito sem dar espaços os outros colegas do grupo, a selecção dos grupo o professor deve sempre ter atenção com vista a equilibrar o nível de conhecimento ou fazer a distribuição dos alunos tímidos por forma igual, caso contrario haverá grupo formados por todos alunos com as mesmas características.
 Na aplicação do método de discussão em pequenos grupos, deve haver grande participação dos alunos em termo de divergências de ideias, e o professor deve desempenhar o papel de mediador e ter capacidade de agilizar e dominar a situação das divergências de ideias e esclarecer os pontos divergentes.

Quanto as limitações Gil (1997), diz que a pesar dessa ser uma das metodologias mais usadas no ensino superior, o professor deve saber as modalidades da discussão e sua aplicabilidade. Ainda este autor acrescenta que a modalidade mais adequada é a discussão com a classe toda, substituindo desta forma a exposição da mensagem.

  1.3.O seminário
A prática de aulas em seminários são mais predominantes no ensino superior e em alguns casos por iniciativa dos professores no ensino secundário, mais para o ensino superior em quase todos planos temáticos já vem preconizada a sua implementação dos sumários, para além das aulas expositivas, discussões o professor também programa aulas de seminários.  

“ O seminário é um procedimento que consiste em levar o educando a pesquisar a respeito de um tema a fim de apresentá-lo e discuti-lo cientificamente” Nérici (1981:263).

Parafraseando Nérici, esta metodologia é praticada por grupos ou individualmente, onde o professor propõe temas ou cada grupo ou aluno e estes por sua vez vão pesquisar e vem explicar aos outros alunos, o professor neste método tem como função moderar o tempo e a calendarização das apresentações, fazer avaliação das a presentação e fazer o juízo final.

Para o sucesso esta metodologia depende essencialmente do empenho do professor como orientador, moderador. Aos grupos ou alunos recai a responsabilidade da sua apresentação, a mensagem que estes trazem para a turma, a pertinência do tema e o domínio do trabalho, quando estes factores são postos em causa o seminário não será produtivo e não haverá produção de conhecimentos.

A questão económica também influência para o não sucesso destas aulas, este factor é muito verificado nas escolas moçambicana. Os seminários devem ser apresentados em forma de slides ou cada aluno deveria ter um exemplar do trabalho para facilitar o acompanhamento por outros alunos. Caso contrário a participação será muito fraca e não haverá discussão.

    1.4.Simulação
Simulação é uma partilha de experiências entre professores e alunos com objectivo de adquirir, consolidar, reforçar e articular conhecimentos, competências, incentivar a investigação e fazer a ponte entre a Escola e a Profissão. Esta simulação em Moçambique é mais acentuadas na sua maioria nas formações técnicas e pedagógica.

Ao se implementar a simulação no ensino pretendia-se aumentar o nível de envolvimento e motivação dos estudantes no processo de ensino aprendizagem, responsabiliza-los na consequência do processo ensino, esta ideia é defendida por vários autores uma vez que ao se introduzir uma nova metodologia de ensino é para ajustar o formando em função do dinamismo que a sociedade sofre.

Durante a simulação o professor desempenha o papel de tutor ou supervisor quando se trata das práticas pedagógicas, orientador até mesmo chega a ser chamado de acompanhante, por que para além de acompanhar as actividades desenvolvidas pelos alunos também orienta o aluno a pautar pela seriedade nas actividades levadas a cabo pelo aluno.

Na realidade das universidades estas simulações são relacionadas muitas das vezes com estágios, onde os finalistas são integrados em instituições com objectivos de prestar serviços relacionados com a sua formação, exemplo da universidade pedagógica os alunos são atribuídos turmas ou disciplinas para dirigirem e os professores neste caso os supervisores vão dando orientações, observações e avaliam seu desempenho.

Também pode ser entendida duma outra forma, durante a formação do autor deste trabalho na Academia Militar Marechal Samora Machel, os pilotos na fase inicial antes do contacto com aeronave este tem aulas de simulação com equipamentos (simuladores de voos) que se parecem com uma aeronave e em frente uma tela gigante como se fosse nuvens ou espaço ou mesmo acontece com os marinheiros.

Também verifica-se aulas de simulação nos cursos de medicina onde alunos do último ano, já fazem urgências nos hospitais, já trabalham nas enfermarias, mais sempre com um supervisor. Exemplo prático durante a greve[2] dos médicos que se regista pelo país, os hospitais são assegurados pelos estudantes que se encontram a fazer aulas de simulação.

Essas aulas de simulação na prática acarretam muitos custos e necessita de material didáctico apropriado para sua execução, em muitos estabelecimentos de ensino sempre deixam essas aulas para o final do curso devido a carência de recursos financeiros assim como materiais, algumas optam em estágios integral onde os estudantes finalistas vão fazer serviços a empresas que se relacionam com a área de formação.

   2.      Considerações finais

Há uma necessidade da difusão das metodologias de ensino em Moçambique, não podendo se comparando a sua operacionalidade e nem as desvantagens, as analises criticas feitas pelo indicam que deve-se fazer um esforço para o cumprimento dos objectivos, para nosso caso não existe um método melhor que o outro, todos são validos bastando para tal a criatividade, domínio, iniciativa por parte dos professores.

Exposição é uma habilidade que pode ser aprendida por qualquer profissional da educação, e bem aplica pode surtir efeitos positivos para o processo de ensino aprendizagem, e existem vários métodos associados a exposição criam inovações do modo da sua apresentação e vantagens.

A discussão pode-se considerar uma das metodologias que ao ser empregada juntamente com a exposição pode melhorar a exposição e tirar vantagens, ainda melhor quando esta for em pequenos grupos, o seminário sendo um dos tipos especial da discussão também associados com a exposição pode contribuir para a transmissão dos conhecimentos aos alunos. As limitações das discussões uma maior parte são condicionadas pelo professor devido a falta do domínio da matéria em discussão, levando desta forma a perca do controlo da turma durante a discussão.

Qualquer metodologia tem limitações, estas também tem as suas mais não podem só ser julgadas pelas limitações nem pela antiguidade. Para educação moçambicana o abandono duma destas metodologias seria cometer um engano, uma vez que nem todas condições para efectivação das outras metodologias informatizadas estão criadas. 

Bibliografia

PILETTI, Claudino. Didática Geral. 23ª Edição, ática editora, São Paulo, 2004
GIL, António Carlos. Metodologia do Ensino Superior. 3 ª Edição, Editora atlas, São Paulo, 1997
RONCA, António Carlos Caruso. Técnicas Pedagógicas: Domesticação ou desafio à participação?  Editora Petrópolis Vozes, 1986.
VEIGA, Ilma Passos Alencastro (org.).  Técnicas de Ensino: Por que não? Editora Papirus, São Paulo 1991.
NÉRICI, Imidio G. Metodologia do ensino, uma introdução. Editora Atlas, São Paulo 1981.
DUARTE, R.M.F. Dicionário De Psicologia. 1ªEdição, Plátano Editora, Brasil. 1996

DIAS BORDENAVE, Juan, PEREIRA, Adair Martins. Estratégias de ensino-aprendizagem. 10.ed. Petrópolis: vozes. 1988.




[1] DIAS BORDENAVE, Juan, PEREIRA, Adair Martins. Estratégias de ensino-aprendizagem. 10.ed. Petrópolis: vozes. 1988.
[2] Greve dos médicos (2013)