Análises críticas sobre uso e perspectivas da melhoria do aproveitamento das estratégias de ensino superior
| Dia da minha Defesa; 21/11/2011 |
nota sobre o autor
Osvaldo Francisco de carvalho Choé, natural da cidade de Quelimane província da Zambézia, nacionalidade Moçambicana. Tem formações em Elaboração, gestão avaliação e monitoria de projectos de Desenvolvimento, associativismo juvenil, Hiv-sida, Relações Publicas e protocolo. Licenciado em ciências Militares pela Academia Militar Marechal Samora Machel, Mestrando no curso Educação/formação de formadores na Universidade Pedagógica Delegação da Beira. Actualmente é oficial das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.
docentes
Osvaldo Francisco de carvalho Choé, natural da cidade de Quelimane província da Zambézia, nacionalidade Moçambicana. Tem formações em Elaboração, gestão avaliação e monitoria de projectos de Desenvolvimento, associativismo juvenil, Hiv-sida, Relações Publicas e protocolo. Licenciado em ciências Militares pela Academia Militar Marechal Samora Machel, Mestrando no curso Educação/formação de formadores na Universidade Pedagógica Delegação da Beira. Actualmente é oficial das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.
docentes
Prof. Doutor: Adriano Niquice
Prof. Doutor: Félix Singo
Prof. Doutor: Adriano Niquice
Prof. Doutor: Félix Singo
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Resumo
A proposta deste artigo foi Analisar
criticamente o uso das estratégias de ensino superior e fazer proposta para melhoramento e aproveitamento, particularizando as vantagens e
desvantagens. Envolveu um
levantamento bibliográfico e análises de exemplos que motivaram a compreensão
do assunto em estudo. Na
primeira parte deste artigo abordou-se o método expositivo e suas limitações em
relação as condições disponíveis, discutiu-se a discussão, modalidades das
discussões e as suas limitações, seminário e simulação. Na terceira e últimas
parte as considerações finais e as referências bibliográficas.
Palavras-chave:
exposição,
discussão, seminário, simulação
Summary
The purpose of this article was
critically analyze the use of strategies for higher education and make a
proposal to improve the prospects of your use of, specially about the
advantages and disadvantages. Involved a literature review and analysis of examples
that motivated the understanding of the subject under study. In the first part
of this article we dealt with the lecture method and its limitations in the
available conditions, discussed the discussion, details of discussions and
their limitations, seminar and simulation. In the third and last part of the
final considerations and references.
Keywords: exhibition, discussion, seminar,
simulation
Introdução
Há uma necessidade da expansão da
aula expositiva e a discussão devido as numerosas vantagens assim como as suas
desvantagens, mais tem um contributo aceitável para o processo de ensino e
aprendizagem nas escolas Moçambicanas.
A aula expositiva eficaz é uma habilidade
que pode ser aprendida, apesar da sua antiguidade como uma grande parte de
autores dizem, é claro que este método hoje em dia em alguns países dispensam ou
substituem com método completamente informatizadas, onde
os professores são apenas guias ou orientadores do processo de ensino e
aprendizagem. Para outros vem as aulas expositivas como um obstáculo em virtude
do mundo das tecnologias que se assiste. Aula expositiva é económicas e a
transmissão dos conhecimentos quando se faz o uso adequado é muito abrangente,
isto é, pode-se dar para muita gente e em pouco tempo. A principal limitação de exposições
é a existência de um só sentido da comunicação e a ausência de feedback sobre
aprendizagem durante a exposição da aula.
A Discussões é um grande a acréscimo
à exposição, isto é, uma discussão fornece ao professor um valioso feedback
sobre aprendizagem, não só, também favorece uma reflexão profunda sobre os
conhecimentos adquiridos pela leitura ou mesmo pelas aulas expositivas.
Discussões podem superar problema que a exposição pode causar, estimulando desta
forma questões e comentários dos estudantes.
Segundo Gil (1997:82), seminário é
um tipo especial de discussão que esta sendo utilizado com muita frequência no
ensino superior. A insuficiência de tempo em função do número de alunos,
domínio do tema por parte dos grupos ou mesmo pelo professor, desfecho
prematuro das discussões, estes e outros factores constituem as limitações das
discussões.
A proposta deste artigo foi
identificar e avaliar a eficiência das aulas expositivas e discussões no ensino
moçambicano, particularizando as vantagens e desvantagens, propor medidas que
reforcem a relevância destas metodologias em função das condições disponíveis.
Envolveu um
levantamento bibliográfico que segundo Menezes e Silva (2001:21), esta é
elaborada a partir de material já publicados e disponível, e foi feita análises
de exemplos que motivaram a compreensão do assunto em estudo. Na primeira parte deste artigo
abordou-se o método expositivo e suas limitações em relação as condições. Na segunda
parte discutiu-se a discussão, modalidades das discussões e as suas limitações.
Na terceira e últimas parte as considerações finais e as referências
bibliográficas.
Até a década de 1930 a aula
expositiva era considerada como a técnica mais adequada à transmissão de
conteúdos na sala de aula. E consistia numa prelecção verbal cujo objectivo era
transmitir determinadas informações aos alunos, Ronca (1986:86). Razão pela
qual a aula expositiva é sem dúvida uma das metodologias mais antiga e
predominante na educação em particular moçambicana, tanto no ensino primário,
secundário assim como superior.
Muitos países criticam o seu uso
alegando sua antiguidade, limitações, incompatibilidade em relação a nova
tecnologia, o desenvolvimento e surgimento de mais metodologias de ensino
compatíveis as novas tecnologias, mais deve-se ver a constituição da aula
expositiva não como ela se parece ser mais sim o que já foi para o processo de
ensino e aprendizagem.
Vários autores que defendem a
manutenção desta metodologia, criticam para muitos programas de ensino ou mesmo
professores que já desencorajam o uso desta metodologia, além disso muitos
professores não param para considerar as vantagens do método de exposição antes
de adoptá-lo ou rejeitá-lo.
Para Gil (1997:69), a aula expositiva é
criticada quando esta é vista como processo em que os factos são transmitidos
das fichas do professor para o caderno do aluno sem passar pela mente de nenhum
dos dois.
Esta critica referenciada por este autor
é necessário, uma vez que chama atenção aos professores a não abandonarem o seu
uso, mais sim fazerem o uso como uma das metodologia devido as suas vantagens.
No contexto real da educação em Moçambicana, os professores deviam sempre
procurar melhorar, fazendo mudanças em vez da comunicação em um sentido este
procurar inverter para comunicação recíproca, onde este faz exposição depois
abre um espaço para discussões.
A opção do abandono total deste método
em Moçambique, causaria muitos problemas na educação, uma vez acredita-se que
este método é bastante económico e eficaz para condições que a educação
moçambicana possui.
Por exemplo, introduziu-se as Tecnologias
de informação e comunicação na escola de ensino secundário e geral mais nem tem
condições para sua implementação, exige-se uso dos métodos de ensino que vão de
acordo com as novas tecnologias, existe indicações para se usar a metodologia
de ensino centrada no aluno mais as salas de aulas são numerosas, isso acontece
em todos níveis de ensino.
Face a estes cenários a única saída que os
professores têm e que vai de acordo com os escassos recursos disponíveis é a
prática das aulas expositivas, onde este traz seus apanhados ou mesmo resumo da
aula e expõe aos alunos.
A iniciativa do professor durante a aula
expositiva é um aspecto muito fundamental que construi para a inovação das
exposições, se assim o fizer essas aulas terá uma maior atenção dos alunos,
haverá uma condensação dos conhecimentos expostos pelo professor e
consequentemente produzira bons resultados. No decorrer das aulas expositivas o
professor que pretende transmitir uma mensagem não pode desprezar a importância
do interesse e da atenção do aluno.
Segundo Gil (1997:70), nem toda culpa
das deficiências das aulas expositivas recai ao professor, ainda este autor acrescenta
que para o sucesso da exposição é a disposição dos recursos didácticos e salas
com números de alunos regulares. Por outro lado este mesmo autor realça que a
culpabilidade que recai ao professor está associada ao modo de expor suas
ideias, isso acontece quando um professor fala muito e rápido não deixando
espaço para os alunos, e outros falam devagar e baixo e de forma monótona.
Na aulas expositiva a comunicação é
muito importante, mais não pode ser vista o professor como a fonte dos
conhecimentos e o aluno como receptor, como muitos autores dizem quando querem
mostrar as limitações da prática das aulas expositivas, mesmo nestes moldes que
estes autores defendem, com uma iniciativa do professor pode existir “feedback”
por parte dos alunos bastando para tal o conhecimento suscitar uma pequena
discussão e o professor aceitar a tal discussão, este feedback vai surgir como
um sinal que todos os alunos estão interessados na aula e motivados.
Isso só pode acontecer quando o
professor aclarar os objectivos da exposição, fazer conhecer a todos o assunto
a ser exposto, a organização das ideias e postura do professor vai contribuir também
para a melhoria da aula expositiva.
O outro ponto que se tem falado em volta
das aulas expositivas é a mensagem a ser exposta, este ponto realmente é muito
fundamental, dá-se caso de alguns professores que mesmo sabendo que esta
matéria vem escrito em vários livros ou patentes na internet ou mesmo a maioria
dos alunos já possui, este limita-se em ditar apontamentos, por sinal os mesmos
que quase toda turma tem ou estes tem acesso dos livros, aí pode-se analisar
como será a concentração e o nível de interesse dos alunos ao ter aulas
expositivas dessa natureza, não haverá assimilação de quase nada.
Ainda relacionado com a mensagem, que
haja uma diferenciação em termos da contextualização dos exemplos a se dar
durante a aula, pode se dar exemplos práticos onde os alunos estejam abalizados,
ao se fazer isso o professor estaria a ajustar as características da mensagem
em função das necessidades da aula. Este ajuste vai fazer com que a mensagem
seja clara, precisa, concisa e com muita audiência, sendo desta forma
assimilada.
A audiência criada pelo professor
durante a exposição, vai produzir uma discussão relacionada com a mensagem onde
cada aluno vai querer participar contando exemplos por estes vividos e que estejam
relacionados com o tema exposto, e se o professor abrir uma espaço automaticamente
aula expositiva passa para discussão.
A comunicação verbal é o canal mais
usados durante a exposição, o que acontece quando o professor não vêem outro
meio de expor a mensagem a aula fica sem um sentido verdadeiro, isto é, haverá
uma pouca audiência e interesse por parte dos alunos devido ao tempo que este
vai ficar a ouvir apenas o professor a falar, resultados os alunos dormem
durante as aulas, fazem barulhos e em alguns casos abandonam a sala de aulas.
Face a este cenário Gil (1997), recomenda que o professor utilize quadro,
cartazes, retroprojectores. Caso não haja a única saída é contar anedotas de
vez em quando.
Em fim, a finalidade de todos métodos de
ensino é transmitir conhecimentos aos alunos fazendo deste um receptor, isto
também constitui a finalidade das aulas expositivas. Como pode se ver qualquer
método de ensino usa a comunicação como o canal, ainda há autores que defendem
que todos outros métodos de ensino são complementados pela exposição.
O sucesso das aulas expositivas advêm de
vários factores visíveis, a prior esta relacionada com a forma de receber a
mensagem uma vez que esta é recebida de maneiras diferentes ou mesmo como o
receptor quer que essa mensagem seja por este entendida, a outra esta
relacionada com a forma que o professor faz chegar a mensagem, quando este é
muito monótono, lento ou rápido, não faz desenvolvimento da mensagem, não
motiva os alunos, terá uma pouca audiência e fraca a assimilação da mensagem.
Ainda Dias e Pereira (1988)[1] apud Gil (1997:74), refere que, “ …. na interpretação o receptor se questiona
qual é o significado que devo atribuir a esta mensagem que fulano me transmite
a respeito deste assunto, nessa situação?”
Gil, faz nos entender que tanto as aulas
expositivas assim como outras, a forma de como o aluno interpreta ou quer
interpretar a mensagem é um assunto pessoal, apesar do objectivo do professor
assim como do método usado ser de disseminar a mensagem e que todos tenham o
mesmo nível de percepção.
Esta maneira do aluno questionar-se vai
levar este a aceitar a mensagem, tomar atenção na exposição do professor ou
ignorar por total ou uma parte da mensagem, caso que haja uma parte da mensagem
que lhe chame atenção, até pode se dar caso que este pode reagir contra o
professor, que para alguns autores esta reacção bem percebida será o feedback,
mais quando este faz barulho ate abandona a sala de aulas ou dorme durante a
exposição já constitui uma preocupação.
Como fazer com que esta mensagem seja
recebida e aceitada totalmente durante as aulas expositivas? Gil (1997), diz
que deve haver uma atenção por parte do professor quanto a expressão corporal
do aluno.
Ainda sobre a expressão corporal dos
alunos Piletti (2004:106), diz que durante a aula expositiva o professor deve
observar os sinais de aborrecimento e de cansaço que denunciam problemas na
comunicação durante a aula, a forma dos alunos se sentarem, sonolência, o
barulho na sala e movimentações durante a aula.
Esta expressão corporal referida por
estes autores são verificados quando o professor é monótono, a mensagem exposta
esta desajustada, falta de habilidades por parte do professor em lidar com
aulas o domínio do tema e falta de iniciativa. Todos estes aspectos verificados
durante a exposição faz com que o aluno durma na sala, fica com cabeça
inclinada para baixo, mexe telefone, troca conversa com seu companheiro até
mesmo abandona a sala alegando que vai para o quarto de banho, então são estas
expressões corporais que devem ser tomadas atenção durante qualquer aula.
As aulas expositivas só produz efeitos
aceitáveis se o professor tomar a consciência do que é realmente uma aula
expositiva, manter os princípios de comunicação científica como forma de modernizar
as aulas expositivas e também a componente criatividade deve estar bem patente
no professor.
Em Moçambique quase a maior parte dos
professores optam como alternativa as aulas expositivas devido a insuficiência
de recurso didácticos disponíveis, verifica-se uma tendência de se substituir
com outras metodologias, o que pelo entender do autor estaríamos a cometer um
erro uma vez que ainda não se condicionou condições para o seu devido efeito. Ainda
Gil (1997) reforça ao dizer que as aulas expositivas devem ser acreditadas não
apenas pelos factores didácticos e pedagógicos, mais também económicos e
administrativos.
Este autor faz nos perceber que para
além de se dar aula expositiva como poucos recursos disponíveis pode-se fazer
chegar a mensagem para vários receptores e em pouco tempo e por qualquer
profissional de educação, como se viveu por muito tempo em Moçambique quando a
educação recrutava indivíduos sem formação psico-pedagógica, também estas aulas
para o ensino superior é muito notório devido as palestras, seminários, em
outros níveis já fica bem claro devido as salas numerosas.
A discussão é uma das estratégias que
esta sendo adoptado como complementar das aulas expositivas uma vez que esta é
adequada no domínio afectivo e psicomotor em detrimento da aula expositiva. (GIL,
1997:78).
A reflexão dos conhecimentos adquiridos
na aula expositiva, os alunos podem criar em si dentro deles uma linha de
pensamento e seleccionar as duvidas e levar a discussão e será neste fórum onde
este aluno faz suas conclusões a partir das experiências trazidas por outros
colegas, esta estratégia no nosso ensino vem complementar as aulas expositivas
como o autor referenciou anteriormente.
Alguns autores acreditam que a discussão
faculta informações ou teorias contrarias as crenças tradicionais, dando desta
forma uma oportunidade aos alunos de expor suas ideias de acordo com a sua vida
em comunidade. Esta credibilidade faz no entender que a partir de discussões
pode-se pôr em prática os conhecimentos popular.
Para o ensino superior esta metodologia
é utilizada com muita consistência onde o professor lança tema, os alunos vão
pesquisar e traz dados para sua discussão e por fim o professor faz o sumário
da discussão, mais quando o desfecho é prematuro, o professor não domina o
assunto, controlo da turma esta discussão não surte efeitos esperados pelos
alunos assim como o professor.
“……
uma discussão bem sucedida pode ser
bastante agradável tanto para os alunos como o para o professor, pois se torna
um verdadeiro divertimento intelectual…”
Gil (1997:77)
O intelectualismo referido por Gil
estará relacionado com como estes alunos fazem abordagem dos temas, a
profundeza dos assuntos discutidos, e por fim a produção de conhecimento, uma
vez que isso só acontece quando há exercício de liberdade e democracia. Este
últimos elementos só tem espaço nas discussões e se esta discussão o professor
proporcionar temas interessantes, tiver domínio e criar espaços para tal. A criatividade
do professor durante a aula acima de tudo é a chave do sucesso de qualquer
metodologia de ensino.
A motivação também é tida como um dos
pontos que quando não for observada pelo professor pode constituir uma
limitação da discussão, o professor deve ser criativo, criar um bom clima na
sala. Para que haja participação na discussão, o professor deve no inicio fazer
uma introdução do tema, sua importância e o objectivo da discussão e ao longo
da discussão este deve sempre evidenciar esforços no sentido de estimular,
convidar aos alunos a participarem na discussão, dando suas opiniões.
Na prática, as discussões são motivadas
por iniciativas de alguns professores, casos vividos pelos autores durante a
sua formação, há professores que lançam provocações ou temas que vão dividir a
turma em grupos com ideias contrárias, dando origem uma discussão em grupos.
Para além do inicio das discussões que é
tida como uma das limitações, o fim ou melhor o termino também pode constituir
uma das limitações, exemplos desses caso são quando há muita insistências num
determinados ponto e o professor não tem ideias a respeito, o professor não
sabe como fazer o sumario da discussão, o professor ficar engasgado, isso tudo
vai levar o professor dar um conclusão prematura, alegando factor tempo.
1.2.1. Discussão em pequenos
grupos
A discussão em pequenos grupos possibilita
a participação e a contribuição dos alunos em relação a diversos aspectos, num
determinado grupo. Este método possibilita a interacção entre alunos-aluno, sem
deixar de fora o papel do professor como refere Viega (1991:93).
Esta interacção protagonizada pelos
alunos integrantes do grupo vai construir um conhecimento que será da autoria
de todos membros do grupo, nesta metodologia o professor também actua como um
facilitador da aprendizagem, uma que este só vai dar orientações, mostrar
caminhos, fontes e correcções de certos aspectos desajustados.
Discussão em pequenos grupos é um
método usado com muita predominância no ensino superior, este facilita o
processo de ensino aprendizagem por que proporciona uma transmissão eficaz e
coerente dos conhecimentos, e professor para além de transmissor é também um
facilitador e os alunos entram no processo de ensino e aprendizagem como activos
na edificação de seus próprios conhecimentos.
É na discussão em pequenos grupos que há
muitas oportunidades para debater uma vez que são poucos elementos num grupo,
fazendo com que a proporção de tempo seja adequada para que todos contribuam
com seus pontos de vistas. O grupo escolhe um expositor, encarregado nas
anotações dos pontos discutidos e as conclusões do grupo e depois com todos
colegas seleccionam aspectos mais relevantes da discussão para a produção do
trabalho, fazendo com que todos tenham oportunidade até mesmo aqueles colegas
tímidos.
Mais para casos vividos na educação
Moçambicana, a questão tempo entra como obstáculo, devido as salas superlotadas
e cada aula esta cronometrada para 45 a 50 minutos, obrigados desta forma a
formação de vários grupos e numerosos em uma turma, reduzindo a oportunidade de
liberdade e democracia que este método oferece aos alunos, fazendo com que o
professor não cubra todos grupos em termos de orientações, para casos dos
alunos tímidos muitas das vezes não tem tido espaço.
O autor perante esta situação recomenda
como medidas de superação do obstáculo, a atenção durante a planificação e a
calendarização das apresentações para casos da exposição do relatório final
discutido pelos grupos, a flexibilidade do professor na sala de aulas e a
organização dos grupos também pode influenciar para o vazamento do tempo.
Este método faz com que o aluno não
seja um passivo recebedor de informações transmitidas pelo professor, mais
torna-o um sujeito activo participando desta forma na discussão com seus
colegas, proporcionando lhe um desenvolvimento das aptidões inter-pessoais.
Muitos autores acreditam que este
método é um dos melhore por que proporciona aos membros do grupo a aprendizagem
e habilidades de resolução de problemas e tomada de decisão, identificando seus
próprios erros e fazendo uma auto correcção.
O sucesso da discussão em pequeno
grupo, está relacionado com as características dos alunos, se os alunos forem
fechados ou tímido não haverá um debate aberto dentro do grupo constituindo
desta forma uma preocupação para o professor, exemplo existem alunos que se
acham excluídos na sala de aulas este mesmo num pequeno grupo não altera sua
característica extrovertida por isso deve haver uma preocupação de assegurar
estes alunos para que tenham oportunidade de desenvolver sua participação
verbal.
Ainda em relação as características,
há alunos que falam muito sem dar espaços os outros colegas do grupo, a
selecção dos grupo o professor deve sempre ter atenção com vista a equilibrar o
nível de conhecimento ou fazer a distribuição dos alunos tímidos por forma igual,
caso contrario haverá grupo formados por todos alunos com as mesmas
características.
Na aplicação do método de discussão
em pequenos grupos, deve haver grande participação dos alunos em termo de
divergências de ideias, e o professor deve desempenhar o papel de mediador e
ter capacidade de agilizar e dominar a situação das divergências de ideias e
esclarecer os pontos divergentes.
Quanto as limitações Gil (1997), diz que
a pesar dessa ser uma das metodologias mais usadas no ensino superior, o
professor deve saber as modalidades da discussão e sua aplicabilidade. Ainda
este autor acrescenta que a modalidade mais adequada é a discussão com a classe
toda, substituindo desta forma a exposição da mensagem.
A prática de aulas em seminários
são mais predominantes no ensino superior e em alguns casos por iniciativa dos
professores no ensino secundário, mais para o ensino superior em quase todos
planos temáticos já vem preconizada a sua implementação dos sumários, para além
das aulas expositivas, discussões o professor também programa aulas de
seminários.
“
O seminário é um procedimento que consiste em levar o educando a pesquisar a
respeito de um tema a fim de apresentá-lo e discuti-lo cientificamente”
Nérici (1981:263).
Parafraseando Nérici, esta
metodologia é praticada por grupos ou individualmente, onde o professor propõe
temas ou cada grupo ou aluno e estes por sua vez vão pesquisar e vem explicar
aos outros alunos, o professor neste método tem como função moderar o tempo e a
calendarização das apresentações, fazer avaliação das a presentação e fazer o
juízo final.
Para o sucesso esta metodologia depende
essencialmente do empenho do professor como orientador, moderador. Aos grupos
ou alunos recai a responsabilidade da sua apresentação, a mensagem que estes
trazem para a turma, a pertinência do tema e o domínio do trabalho, quando
estes factores são postos em causa o seminário não será produtivo e não haverá
produção de conhecimentos.
A questão económica também influência
para o não sucesso destas aulas, este factor é muito verificado nas escolas
moçambicana. Os seminários devem ser apresentados em forma de slides ou cada
aluno deveria ter um exemplar do trabalho para facilitar o acompanhamento por
outros alunos. Caso contrário a participação será muito fraca e não haverá
discussão.
Simulação é uma partilha de
experiências entre professores e alunos com objectivo de adquirir, consolidar,
reforçar e articular conhecimentos, competências, incentivar a investigação e
fazer a ponte entre a Escola e a Profissão. Esta simulação em Moçambique é mais
acentuadas na sua maioria nas formações técnicas e pedagógica.
Ao se implementar a simulação no
ensino pretendia-se aumentar o nível de envolvimento e motivação dos estudantes
no processo de ensino aprendizagem, responsabiliza-los na consequência do
processo ensino, esta ideia é defendida por vários autores uma vez que ao se
introduzir uma nova metodologia de ensino é para ajustar o formando em função
do dinamismo que a sociedade sofre.
Durante a simulação o professor
desempenha o papel de tutor ou supervisor quando se trata das práticas
pedagógicas, orientador até mesmo chega a ser chamado de acompanhante, por que
para além de acompanhar as actividades desenvolvidas pelos alunos também
orienta o aluno a pautar pela seriedade nas actividades levadas a cabo pelo
aluno.
Na realidade das universidades
estas simulações são relacionadas muitas das vezes com estágios, onde os
finalistas são integrados em instituições com objectivos de prestar serviços
relacionados com a sua formação, exemplo da universidade pedagógica os alunos
são atribuídos turmas ou disciplinas para dirigirem e os professores neste caso
os supervisores vão dando orientações, observações e avaliam seu desempenho.
Também pode ser entendida duma
outra forma, durante a formação do autor deste trabalho na Academia Militar
Marechal Samora Machel, os pilotos na fase inicial antes do contacto com
aeronave este tem aulas de simulação com equipamentos (simuladores de voos) que
se parecem com uma aeronave e em frente uma tela gigante como se fosse nuvens
ou espaço ou mesmo acontece com os marinheiros.
Também verifica-se aulas de
simulação nos cursos de medicina onde alunos do último ano, já fazem urgências
nos hospitais, já trabalham nas enfermarias, mais sempre com um supervisor.
Exemplo prático durante a greve[2]
dos médicos que se regista pelo país, os hospitais são assegurados pelos
estudantes que se encontram a fazer aulas de simulação.
Essas aulas de simulação na prática
acarretam muitos custos e necessita de material didáctico apropriado para sua
execução, em muitos estabelecimentos de ensino sempre deixam essas aulas para o
final do curso devido a carência de recursos financeiros assim como materiais,
algumas optam em estágios integral onde os estudantes finalistas vão fazer
serviços a empresas que se relacionam com a área de formação.
Há uma necessidade da difusão das
metodologias de ensino em Moçambique, não podendo se comparando a sua
operacionalidade e nem as desvantagens, as analises criticas feitas pelo
indicam que deve-se fazer um esforço para o cumprimento dos objectivos, para
nosso caso não existe um método melhor que o outro, todos são validos bastando
para tal a criatividade, domínio, iniciativa por parte dos professores.
Exposição é uma habilidade que pode
ser aprendida por qualquer profissional da educação, e bem aplica pode surtir
efeitos positivos para o processo de ensino aprendizagem, e existem vários
métodos associados a exposição criam inovações do modo da sua apresentação e
vantagens.
A
discussão pode-se considerar uma das metodologias que ao ser empregada juntamente
com a exposição pode melhorar a exposição e tirar vantagens, ainda melhor
quando esta for em pequenos grupos, o seminário sendo um dos tipos especial da
discussão também associados com a exposição pode contribuir para a transmissão
dos conhecimentos aos alunos. As limitações das
discussões uma maior parte são condicionadas pelo professor devido a falta do
domínio da matéria em discussão, levando desta forma a perca do controlo da
turma durante a discussão.
Qualquer metodologia tem limitações,
estas também tem as suas mais não podem só ser julgadas pelas limitações nem
pela antiguidade. Para educação moçambicana o abandono duma destas metodologias
seria cometer um engano, uma vez que nem todas condições para efectivação das
outras metodologias informatizadas estão criadas.
Bibliografia
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GIL, António Carlos. Metodologia do Ensino Superior. 3 ª Edição,
Editora atlas, São Paulo, 1997
RONCA, António Carlos Caruso. Técnicas
Pedagógicas: Domesticação ou desafio à participação?
Editora Petrópolis Vozes, 1986.
VEIGA, Ilma Passos Alencastro (org.).
Técnicas de Ensino: Por que não? Editora Papirus, São Paulo 1991.
NÉRICI, Imidio
G. Metodologia do ensino, uma introdução. Editora Atlas, São Paulo 1981.
DUARTE,
R.M.F. Dicionário De Psicologia. 1ªEdição,
Plátano Editora, Brasil. 1996
DIAS BORDENAVE, Juan, PEREIRA, Adair Martins. Estratégias de
ensino-aprendizagem. 10.ed. Petrópolis: vozes. 1988.