Nota sobre o autor
Osvaldo Francisco de carvalho Choé, natural da cidade de Quelimane
província da Zambézia, nacionalidade Moçambicana. Tem formações em Elaboração,
gestão avaliação e monitoria de projectos de Desenvolvimento, associativismo
juvenil, Hiv-sida, Relações Publicas e protocolo. Licenciado em ciências
Militares pela Academia Militar Marechal Samora Machel, especialista em
Artilharia Terrestre, Mestrando no curso Educação/formação de formadores na
Universidade Pedagógica Delegação da Beira. Actualmente é oficial das Forças
Armadas de Defesa de Moçambique.
Índice
Resumo
Introdução
1. Evolução da psicologia educacional e escolar
1.1. A Configuração histórica da psicologia educacional e escolar
1.1.1. A psicologia filosófica e a teoria educativa até 1890 na
origem da psicologia educacional e escolar
1.1.2. A psicologia científica e as origens da psicologia
educacional e escolar (1890-1920)
1.2. Precursores da Psicologia educacional e escolar
2. Analises dos aspectos: Motivação e aprendizagem, estratégias de ensino-aprendizagem, estilos
cognitivos e aprendizagem do aluno e suas implicações pedagógicas na
psicologia educacional e escolar.
2.1. A motivação e aprendizagem na psicologia educacional e
escolar
2.2. Estratégias de ensino-aprendizagem, estilos cognitivos e
aprendizagem do aluno e suas implicações pedagógicas na psicologia educacional
e escolar
3. Considerações finais
Bibliografia
Resumo
Este resumo foi
elaborado a partir de revisão bibliográfica sob tema evolução da psicologia educacional
e escolar, analisados a partir dos seguintes aspectos: Motivação e aprendizagem, Motivação,
estratégias de ensino-aprendizagem, estilos cognitivos e aprendizagem do aluno
e suas implicações pedagógicas. Pretende-se com este trabalho contribuir na
reflexão das contribuições trazidas pela evolução da psicologia educacional e
escolar nas práticas pedagógicas. Por uma questão metodológica, este trabalho
esta divido em duas, a primeira faz se uma abordagem sobre a evolução da
psicologia educacional e escolar e a segunda contempla a reflexão relacionada
com a motivação e aprendizagem, estratégias
de ensino-aprendizagem, estilos cognitivos e aprendizagem do aluno e suas
implicações pedagógicas.
Palavras-chave:
Psicologia educacional e escolar, motivação, ensino-aprendizagem
Introdução
O presente trabalho
subordina-se ao tema evolução da psicologia educacional e escolar, analisados a
partir da Motivação e aprendizagem, Motivação,
estratégias de ensino-aprendizagem, estilos cognitivos e aprendizagem do aluno
e suas implicações pedagógicas. A
distinção dos termos psicologia escolar e psicologia educacional, gera
percepções questionáveis tanto do exercício profissional do psicólogo na
escola, quanto das inúmeras elaborações teóricas necessárias à prática profissional,
razão pela qual antes de se falar da sua evolução foi feita uma definição
destes dois termos e suas finalidades.
A Psicologia educacional assim como a psicologia escolar
tem como referência conhecimentos científicos sobre desenvolvimento emocional,
cognitivo e social, utilizando-os para compreender os processos e estilos de
aprendizagem e direccionar a equipe educativa na busca de um constante aperfeiçoamento
do processo ensino-aprendizagem.
Quanto a organização este esta divido em duas partes fora dos aspectos pré
e pós-textuais, a primeira faz se uma abordagem sobre a evolução da psicologia
educacional e escolar e a segunda contempla a reflexão relacionada com a motivação e aprendizagem, estratégias de ensino-aprendizagem, estilos cognitivos e
aprendizagem do aluno e suas implicações pedagógicas, a pré-textual contempla o
índice e o resumo, a pós-textual faz referência das obras consultadas.
Antes de se falar da evolução da psicologia educacional e
psicologia escolar deve-se referenciar que psicologia educacional e a escolar
são intrinsecamente relacionadas, mas não são mesmas, nem podem circunscrever-se
uma à outra.
A educacional constitui uma área
de conhecimento geral que tem
por finalidade produzir saberes sobre o fenómeno psicológico no processo
educativo. A outra constitui-se como campo de actuação profissional,
realizando intervenções no espaço escolar ou estabelecimentos de ensino, tendo
como foco o fenómeno psicológico, fundamentada em saberes produzidos, não só,
mas principalmente, pela área da psicologia educacional. (MASSIMI, 1987:110).
Psicologia
educacional ou psicologia da educação é o ramo da psicologia que estuda o
processo de ensino-aprendizagem em diversas vertentes. Enquanto a Psicologia
escolar complementa a psicologia educacional, estando voltada na vertente
aplicabilidade dos conhecimentos desenvolvidos na psicologia educacional, usando
directamente nos espaços escolares ou estabelecimentos de ensino.
A
Psicologia, enquanto tentativa de conhecer o comportamento humano, tem sido através
dos tempos uma actividade natural do ser humano, praticada informal no quotidiano
das pessoas, nas situações mais curiosas e com vários sentidos. Estamos a falar
da chamada Psicologia do senso comum,
resultado das experiências de vida dos homens em geral.
Já
a Psicologia enquanto ciência que busca compreender o processo evolutivo e o comportamento
do ser humano tem sua origem inegavelmente nas especulações mais remotas, emergidas
do dia-a-dia do senso comum.
Muitas
e significativas foram às influências da Filosofia no processo de certificação da
Psicologia como ciência, as quais são, por muitos autores estudadas. Alguns
pesquisadores acreditam que a Psicologia
educacional e escolar é derivado ao segmento de estudos e pesquisas
que visavam descrever os processos psicológicos existentes na educação.
Teóricos como Sigmund Freud, Jean Piaget, Burrhus Frederic Skinner, Carl Rogers, Lev Vygotsky e Alexander Luria, são tidos por
vários pesquisadores como precursores dos estudos em Psicologia educacional ou da
Educação.
Estes teóricos, os ditos como
precursores do estudo da Psicologia educacional e escolar são também
referenciados nos cursos de Pedagogia
leccionados no
nosso sistema de ensino Superior.
Wall (1979), diz que entre 1920-1955, a psicologia educacional ou da
educação mostrou-se como a “rainha das ciências da educação”.
A partir de 1955, ocorreram vários factos que modificaram de maneira
substancial o panorama da psicologia da educação devido
ao interesse potencial na educação escolar. Durante o período acima
referenciado a psicologia começa a constituir, para além da diversidade
comentada por vários precursores da mesma o núcleo da educação.
As
diferenças individuais, análise dos processos de aprendizagem e a psicologia da
criança, constituíram as três áreas ou campos de pesquisa da psicologia
educacional e escolar.
De
acordo com Salvador (1990:18), a preocupação da explicação da psicologia da
educação em relação com as leis, princípios, conceitos fez com que esta
disciplina passa-se a ser uma disciplina absoluta.
Ainda
Salvador acrescenta que a psicologia da educação, considerada em sentido específico
e restrito, contribuiu no enriquecimento da pesquisa com informações e dados
próprios dos fenómenos educativos, mais precisamente com suas interpretações
sobre o comportamento humano nas situações educativas específicas.
David
P. Ausubel, psicólogo americano da segunda metade do século XX, é também
considerado como influente na evolução da psicologia da educação, segundo
Salvador (1999:40), Ausubel argumenta de forma contundente, contra a aplicação
de princípios genéricos da psicologia à educação e a favor da psicologia da
educação como uma disciplina ponte, sustentando que a psicologia da educação é
uma disciplina aplicada autónoma.
Salvador
(1999:42), acredita que Ausubel é um dos psicólogos que mais contribuiu para se
estabelecer uma distinção clara do que significa definir a psicologia da
educação como uma disciplina aplicada, e o que representa caracterizá-la como
uma simples aplicação da psicologia aos problemas educativos.
Para Coll (2004: 116), a existência da
psicologia educacional ou da educação como uma área de conhecimento e de
saberes teóricos e práticos claramente identificáveis, tem sua origem na crença
de que a educação e o ensino podem melhorar sensivelmente com a utilização
adequada dos conhecimentos psicológicos.
Tal convicção, que tem suas raízes nos
grandes sistemas de pensamento e nas teorias filosóficas anteriores ao surgimento
da psicologia científica, foi objecto de múltiplas interpretações.
Até
o final do século XIX a psicologia e a educação eram mediadas pela filosofia. A
perspectiva filosófica, que pode ser chamada de visão oficial da evolução da
Psicologia educacional e escolar, tem como principais defensores Hirst e
Peters, quem aponta estes dois defensores é Goodson (1990:232) sob o argumento
de que, “os objectivos centrais da educação estão relacionados ao
desenvolvimento da mente”. Desse modo, a psicologia educacional e escolar é
tida como intelectual e é criada e definida.
1.1.1.
A psicologia
filosófica e a teoria educativa até 1890 na origem da psicologia educacional e
escolar
Até
a época de 1890 não se falava da psicologia da educação, devido a forte influência
do carácter psicológico de natureza filosófica no pensamento educativo. Algumas
das teorias do conhecimento no período em referência consistiam na investigação
da verdade por meio de uma compreensão dos anexos existentes entre os
acontecimentos temporais.
Para
Platão, a correspondência entre pensamento e a realidade como fonte e origem de
todo conhecimento já foi apresentado e postulava a existência de algumas ideias
inatas as quais se pode chegar a mediante um processo denominado Noisis.
Aristóteles
em detrimento do Platão afirmou na sua obra De
memoria et Reminiscentia, que o conhecimento tem sua origem em evidencias
oferecidas pelos sentidos, também foi ele que estudou a aprendizagem, as leis
de associações, memorias e a influencia da experiencias sobre o acto de
conhecer e identificar as funções cognitivas, sensação, memorias, imaginação.
A
influência da filosofia na psicologia educacional e escolar teve como
pensamento principal de Herbart (1776-1841), este foi um filosofo que concebeu
a educação como uma aplicação prática da filosofia.
“A mente
é um mapa plano que recebe as impressões que chegam dos sentidos e geram, com
ajuda de uma actividade interna de reflexão, todo o conhecimento” Locke
No
período acima referenciado, a psicologia educacional começa a se distanciar da
filosofia e transforma-se numa disciplina científica e autónoma, cujo
distanciamento culminou com o surgimento da psicologia cientifica que
posteriormente a psicologia educacional e escolar.
J.M.
Cattell (1860-1944), a partir do seu trabalho no laboratório de psicologia experimental
de LUIPZI, fundado por Wundt em 1879, surge a psicologia científica.
William
James (1842-1910), foi médico e teve contribuições mais importantes no campo da
filosofia e da psicologia, as suas ideias influenciaram decisivamente na
psicologia e na teoria educativa dos estados unidos.
G.Stanly
Hall (1844-1924), destacou-se pelas suas pesquisas sobre a psicologia da
criança, ainda deve-se a Hall a popularização do questionário nos estados
unidos como instrumento para explorar o pensamento infantil. Hall defende
ideias que o desenvolvimento pessoal constitui uma recapitulação da evolução
biológica, ainda insiste também no facto de que é conveniente considerar o
nível de desenvolvimento infantil e as suas características e necessidades das
crianças como um ponto de partida de educação.
2. Analises
dos aspectos: Motivação e aprendizagem, estratégias de ensino-aprendizagem,
estilos cognitivos e aprendizagem do aluno e suas implicações pedagógicas na
psicologia educacional e escolar.
Motivação é definida normalmente
como um estado interior que estimula, dirige e mantém comportamento do aprendizado.
A motivação para os psicólogos contribui para dar respostas as perguntas que
lhes são colocadas com as pessoas sobre os comportamentos, o que faz uma pessoa
permanecer ou desistir de uma tarefa, qual o nível de envolvimento na
actividade escolhida e o que pensa e sente o aluno, individuo durante esse envolvimento
ou processo de ensino, (PIAGET, 1975:14).
Alguns
psicólogos explicam a motivação em termos de traços pessoais, como resposta dos
impulsos, necessidades, incentivos, medos, objectivos, interesse, pressão
social, crenças, valores, expectativas que fazem com que o individuo ou aluno
se mantenha motivado no que faz.
Algumas
explicações de certos psicólogos estão relacionadas com factores pessoais e
ambientais, esta divisão trazida por estes psicólogos vem as divisões
principais que eles classificam em intrínseca e extrínseca. A motivação é
intrínseca se a razão vier de dentro da pessoa, extrínseca se vier de fora.
No
ensino ambas as motivações são importantes. É vital criar motivação intrínseca
nos alunos, estimulando a sua curiosidade, embora não se deva desprezar a
necessidade que as recompensas têm em determinadas situações.
MWAMWENDA
(2009:173), traz uma outra abordagem sobre motivação este diz que é um estímulo
que aumenta a probabilidade de ocorrer uma determinada resposta, o reforço contínuo
facilita o domínio da actividade com rapidez razoável correcta pretendida pelo
instrutor ou professor
“Se se
pensa que o professor é a pessoa responsável pela aprendizagem do aluno, e que
a aprendizagem é definida como a mudança de comportamento, então a função
primeira do professor é mudar o comportamento do aluno” Mwamwenda (2009: 257).
Dai que
se encoraja ao professor uma competência disciplinar só que o mesmo deve ter em
conta todos aspectos que possam culminar com um bom rendimento e sucesso no
processo de aprendizagem.
A
combinação dos factores de interesse, as técnicas do professor e os métodos de
ensino vão apoiar a comunicar os objectivos de aprendizagem contribuindo deste
modo a um bom rendimento pedagógico.
“Factores
de interesse são métodos de apresentação e técnicas utilizadas para ganhar,
manter e aumentar o interesse dos estudantes durante a aula ou instrução” ACOTA
(2009:3-5).
O estudante
aprende melhor quando está motivado e interessado, alguns são auto motivados e
outros precisam que lhes motivem.
Os
aspectos abordados por vários psicólogos, relacionados com a motivação estão
ligados a psicologia educacional e a escolar tudo isso como a mesma finalidade
de contribuir para um bom rendimento do processo de ensino-aprendizagem.
Para Dembo (1994)[1] citados por Pozo (1996:176),
as estratégias de aprendizagem são técnicas ou métodos que os alunos usam para
adquirir informação. Pozo (1996:177), enfatiza dizendo que as estratégias de
aprendizagem vêm sendo definidas como sequências de procedimentos ou actividades
que se escolhem com o propósito de facilitar a aquisição, o armazenamento e utilização
da informação.
Da Silva & Sá (1997:216),
as estratégias de aprendizagem em níveis mais específico podem ser consideradas
como qualquer procedimento adoptado para a realização de uma determinada
tarefa.
As estratégias de ensino-aprendizagem
têm desempenhado um papel muito preponderante para aprendizagem efectiva assim
como na auto-regulação, fazendo desta forma que os professores reconheçam seus
efeitos para o processo de ensino- aprendizagem.
Maior parte dos
trabalhos de Investigações relacionados com o processo de ensino-aprendizagem
tem se concentrado na identificação das estratégias de aprendizagem utilizadas
pelos alunos voluntariamente na busca dos processos cognitivos utilizados por alunos
mais aproveitados, bem como na análise dos factores que impedem os alunos de se
engajarem no uso de estratégias de aprendizagem.
A Psicologia educacional assim como a psicologia escolar
tem como referência conhecimentos científicos sobre desenvolvimento emocional,
cognitivo e social, utilizando-os para compreender os processos e estilos de
aprendizagem e direccionar a equipe educativa na busca de um constante aperfeiçoamento
do processo ensino-aprendizagem.
A selecção de estratégias de aprendizagem, apoio ao
professor no trabalho com as diversidades presente na sala de aula,
desenvolvimento de técnicas inclusivas para alunos com dificuldades de
aprendizagem ou comportamentais, programas de desenvolvimento de habilidades
sociais e outras questões relevantes no dia-a-dia da sala de aula, fazem com
que os factores psicológicos tenham um papel muito preponderante.
A
perspectiva filosófica foi a visão oficial da evolução da Psicologia
educacional e escolar, tendo como principais defensores Hirst e Peters, sob o
argumento de que, os objectivos centrais da educação estão relacionados ao
desenvolvimento da mente.
Psicologia
escolar complementa a psicologia educacional, estando voltada na vertente
aplicabilidade dos conhecimentos desenvolvidos na psicologia educacional,
usando directamente nos espaços escolares ou estabelecimentos de ensino.
A Psicologia educacional assim como a psicologia escolar
tem como referência conhecimentos científicos sobre desenvolvimento emocional,
cognitivo e social, utilizando-os para compreender os processos e estilos de
aprendizagem e direccionar a equipe educativa na busca de um constante aperfeiçoamento
do processo ensino-aprendizagem.
Bibliografia
COLL,
César et. al. (Org.). Desenvolvimento
Psicológico e Educação. Vol 2. Editora: Artes Médicas. Porto Alegre
1996.
Da Silva A.L. & Sá, L. Saber estudar e estudar para saber. Colecção
Ciências da Educação. Porto Editora. Portugal, 1997.
GOODSON, I. Teoria e
Educação, Tornando-se uma matéria académica: padrões de explicação e
evolução, 1990 (p.231-252).
GOULART,
Iris Barbosa. Psicologia da Educação: fundamentos teóricos, aplicações
à prática pedagógica. Editora
Petrópolis: Vozes, 2001
Guião
do Estudante Assistência e Formação para Operações de Contingência em África
(ACOTA), Maputo Agosto 2009. Apresentado por Northrop Grumman.
MASSIMI, M. História da
Psicologia. EDUC, Série
Cadernos PUC-SP, n. São Paulo. 1987 (p.95-117).
MWAMWENDA,
Tuxtufye,s, Psicologia Educacional: uma perspectiva africana, 1ª Edição, Texto
Editora. Moçambique, 2009.
PIAGET, Jean. Como se desarolla la
mente del niño. In : PIAGET,
Jean et allii. Los años postergados: la primera infancia.
Paris. 1975. Online consultado no dia 24 de Setembro de 2013 as 19h43.
Pozo, J.-J. Estratégias de Aprendizagem. Em C. Coll, J. Palácios & A.
Marchesi (Orgs), Desenvolvimento psicológico e educação: Psicologia da
educação. Editora Artes Médicas. Porto Alegre. 1996. (p.
176-197)
SALVADOR, C. C. (org.)
- Psicologia da Educação; trad. Cristina Maria de Oliveira. Porto
Alegre: Artes Médicas Sul. 1999 (p.17-48).
