Análise dos aspectos da árvore e os aspectos da sala de aulas no contexto Moçambicano
Osvaldo Francisco de carvalho Choé, natural da cidade de Quelimane província da Zambézia, nacionalidade Moçambicana. Tem formações em Elaboração, gestão avaliação e monitoria de projectos de Desenvolvimento, associativismo juvenil, Hiv-sida. Licenciado em ciências Militares pela Academia Militar Marechal Samora Machel, Mestrando no curso Educação/formação de formadores na Universidade Pedagógica Delegação da Beira. Actualmente é oficial das Forças Armadas de Defesa de Moçambique
Análise dos aspectos da árvore e os aspectos da sala de aulas
Ao se pensar em uma universidade deve se ter em
conta os desafios que a sociedade proporciona e para fazer face a estes
desafios é necessário que a universidade não se limite em ensinar apenas os
caminhos já conhecidos, (CASTANHO.2007:76). Face a isso surge a necessidade de
analisar os aspectos da árvore em relação aos
da sala de aulas com vista a ver se esses desafios que a sociedade
proporciona são tomados em conta pela universidade.
1. Valorização
do sujeito
A valorização do sujeito no ensino superior é uma
responsabilidade da universidade, uma vez que está tem como tarefa de formar o
sujeito de acordo com a exigência da sociedade, Castanho (2002:76) afirma que
não se pode trabalhar numa instituição de ensino sem uma ideia ou modelo de
sociedade ou um horizonte em direcção das exigências das sociedades que canaliza
esforços e energias para o funcionamento da instituição de ensino.
Sendo assim a valorização do sujeito como
metodologia de ensino superior é vista quando se faz relação com a participação
na sala de aulas, onde num bom sentido o professor é moderador e os conhecimentos
são trazidos pelos estudantes, existe uma democracia absoluta na sala de aulas
o que contribui para a produção de mensagens e não só também há uma maior
mobilização de saber por ambas partes (estudantes assim como docente).
2. Socialização
em relação as exigências
Socialização
para Giddens (2000:44), é um processo em que os indivíduos se adaptam as
normas, valores, costumes, hábitos e funções que regem o funcionamento da
sociedade. Neste caso a socialização em relação as
exigências para o ensino superior podem ser entendida como pequenas alterações estigmatizadas
pelos modos de vida que a sociedade académica é submetida.
Podemos ter como exemplo de casos da socialização em relação as
exigências, surgimento das tecnologias de comunicação e informação, aulas a partir
de vídeo conferencia, envio de trabalhos vias electrónica, neste contexto o
estudante assim como o professor são obrigados a fazerem aplicação de saberes
em situações seleccionadas.
3.
Actividade do sujeito
Postic
(2007:149), diz que a actividade do sujeito sofre uma actuação dominadora do
docente, em que tem uma grande predominância durante o ensino, que determina os
objectivos, fazendo com que não seja permitida a participação do estudante, em
que haja uma ignorância dos desejos e das experiências dos estudantes.
Haverá
actividade do sujeito se actuação integrativa do professor for centrada no
estudante, em que o estudante seja solicitado na determinação dos objectivos da
aula ou do ensino, em que o estudante seja envolvido activamente nos projectos
a se realizar, onde haja espaço para exposição das ideias desenvolvidas, só que
na prática este espaço não
é cedido muita das vezes, limitando desta forma o estudante a participar
activamente na construção de suas próprias ideias. Em
casos que há espaço e o estudante participa activamente conduz este para a produção de mensagem assim como
participação na sala de aulas.
4. Reflexão
crítica
Reflexão crítica num comuto geral é a tomada de
consciência, exame, análise dos fundamentos ou das razões de algo, ainda há
autores que defendem como sendo uma atitude de investigar e para isso é
necessário conhecer o que é investigado. Castanho (2002:77), enaltece que se
deve a educação a que se precisa pela sociedade é aquela que estimula as
crianças, jovens e adultos a buscarem soluções criativas para o seu quotidiano.
Neste contexto, a reflexão crítica no ensino
superior deve ser vista duma forma abrangente, questionadora com objectivo de
fazer com que o estudante produza novos conhecimentos a partir de diferentes
perspectivas. Deve ser em prol da formação de indivíduos com autonomia
intelectual, com vontade de aprender coisas novas, com moldes exigidos pela
sociedade assim como o mercado de emprego, para tal esse ensino superior deve
ensinar esse indivíduo a pesquisar (ensinar pesquisando), pesquisar ensinando e
aprender pesquisando com objectivo de dota-lo de autonomia anteriormente referida.
5. Auto
imagem
Auto imagem é a parte descritiva do conhecimento que
o indivíduo tem de si próprio, alguns psicólogos designam como auto-estima e a
maior parte dessa auto imagem é construída na infância estando estabilizada na
fase adulta e permanecendo
A auto imagem é adquirida durante a aprendizagem, ao
interagir com outros indivíduos que são importantes, neste caso o estudante do
ensino superior cria sua imagem a partir de alguns docentes, autores etc, face
a isso deve se chamar atenção ao papel do professor uma vez que este a maior
parte são fontes de inspirações dos estudantes.
6. Motivação
Motivação
é um estimulo que o docente injecta nos estudante como intuito de aumentar a
viabilidade de ocorrer uma determinada resposta do processo de ensino aprendizagem,
sendo assim se a motivação for continua facilitara o domínio da aprendizagem
com rapidez pretendida pelo docente. (MWAMWENDA, 2009:173).
No
ensino superior esta motivação deve ser acentuada devido a duração do curso,
depois as metodologias de ensino, a natureza dos trabalhos e como são encarados
os assuntos. Na prática poucas vezes os estudantes são motivados pelos
docentes, o que se verifica são desafios criados pelos docentes, como por
exemplo quando um docente diz que a cadeira dele é muito complicada e faz
referência de números de estudantes que ainda não fizeram a cadeira, pode se
dar o caso de ser uma motivação, mais não a referida pelo Mwamenda, Castanho,
como consequência desse tipo de motivação haverá um retardamento no
processamento do pensamento.
O estudante motivado desperta vários
processos internos de desenvolvimento, que são capazes de operar somente quando
este interage com pessoas em seu ambiente e quando em cooperação com seus
companheiros. Uma vez motivados, esses processos tornam-se parte das aquisições
do desenvolvimento independente do estudante (VIGOTSKI, 2002,118
7. Desenvolvimento
pleno e integral
O desenvolvimento pleno e Integral,
devem ser entendido baseando se na ideia que a educação desempenha um papel
significativo e indispensável na formação humana, onde essa formação humana não
se deve esgotar a penas no espaço físico da escola, no horário ou cumprimento
do programa curricular do ensino ou formação.
Deve-se reconhecer que os estudantes no
em ensino superior são sujeitos de vivências que, embora relacionadas às idades
de formação específicas e que requerem atenção também específica, dependem de
processos educacionais intencionais abrangentes e da abertura do espaço escolar
onde este desenvolva suas ideias. A abertura aqui referenciada deve estar
condicionada as questões sobre os valores com os quais uma dada sociedade.
Bibliografia
GIDDENS, A. Sociologia,
editora Fundação Calouste Gulbenkian, 2ª Edição, 2000
POSTIC,
M. A Relação Pedagógica,
Editora Padrões Culturais, s/ed, Lisboa, 2007.
AMADO, J. Interacções e Indisciplina na Escola,
Edições Asa, Porto, 2002,
ALVES,
Pinto, Alunos na Escola,
Imagens e Interacções, Porto, Edições ISET 2008
VIEGA, I.P.A, CASTANHO, M.E. Pedagogia universitária, aulas em
foco. Editora Papirus, 3 edição, São Paulo, 2002.
MWAMWENDA,
Tuxtufye,s, Psicologia Educacional: uma perspectiva africana, 1ª Edição, Texto
Editora. Moçambique, 2009

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