domingo, 19 de maio de 2013



Análise dos aspectos da árvore e os aspectos da sala de aulas no contexto Moçambicano 






Osvaldo Francisco de carvalho Choé, natural da cidade de Quelimane província da Zambézia, nacionalidade Moçambicana. Tem formações em Elaboração, gestão avaliação e monitoria de projectos de Desenvolvimento, associativismo juvenil, Hiv-sida. Licenciado em ciências Militares pela Academia Militar Marechal Samora Machel, Mestrando no curso Educação/formação de formadores na Universidade Pedagógica Delegação da Beira. Actualmente é oficial das Forças Armadas de Defesa de Moçambique


Análise dos aspectos da árvore e os aspectos da sala de aulas

Ao se pensar em uma universidade deve se ter em conta os desafios que a sociedade proporciona e para fazer face a estes desafios é necessário que a universidade não se limite em ensinar apenas os caminhos já conhecidos, (CASTANHO.2007:76). Face a isso surge a necessidade de analisar os aspectos da árvore em relação aos  da sala de aulas com vista a ver se esses desafios que a sociedade proporciona são tomados em conta pela universidade.

1.      Valorização do sujeito
A valorização do sujeito no ensino superior é uma responsabilidade da universidade, uma vez que está tem como tarefa de formar o sujeito de acordo com a exigência da sociedade, Castanho (2002:76) afirma que não se pode trabalhar numa instituição de ensino sem uma ideia ou modelo de sociedade ou um horizonte em direcção das exigências das sociedades que canaliza esforços e energias para o funcionamento da instituição de ensino.

Sendo assim a valorização do sujeito como metodologia de ensino superior é vista quando se faz relação com a participação na sala de aulas, onde num bom sentido o professor é moderador e os conhecimentos são trazidos pelos estudantes, existe uma democracia absoluta na sala de aulas o que contribui para a produção de mensagens e não só também há uma maior mobilização de saber por ambas partes (estudantes assim como docente).

2.      Socialização em relação as exigências
Socialização para Giddens (2000:44), é um processo em que os indivíduos se adaptam as normas, valores, costumes, hábitos e funções que regem o funcionamento da sociedade. Neste caso a socialização em relação as exigências para o ensino superior podem ser entendida como pequenas alterações estigmatizadas pelos modos de vida que a sociedade académica é submetida.

Podemos ter como exemplo de casos da socialização em relação as exigências, surgimento das tecnologias de comunicação e informação, aulas a partir de vídeo conferencia, envio de trabalhos vias electrónica, neste contexto o estudante assim como o professor são obrigados a fazerem aplicação de saberes em situações seleccionadas.

3.      Actividade do sujeito
Postic (2007:149), diz que a actividade do sujeito sofre uma actuação dominadora do docente, em que tem uma grande predominância durante o ensino, que determina os objectivos, fazendo com que não seja permitida a participação do estudante, em que haja uma ignorância dos desejos e das experiências dos estudantes.

Haverá actividade do sujeito se actuação integrativa do professor for centrada no estudante, em que o estudante seja solicitado na determinação dos objectivos da aula ou do ensino, em que o estudante seja envolvido activamente nos projectos a se realizar, onde haja espaço para exposição das ideias desenvolvidas, só que na prática este espaço não é cedido muita das vezes, limitando desta forma o estudante a participar activamente na construção de suas próprias ideias. Em casos que há espaço e o estudante participa activamente conduz este  para a produção de mensagem assim como participação na sala de aulas.

4.      Reflexão crítica
Reflexão crítica num comuto geral é a tomada de consciência, exame, análise dos fundamentos ou das razões de algo, ainda há autores que defendem como sendo uma atitude de investigar e para isso é necessário conhecer o que é investigado. Castanho (2002:77), enaltece que se deve a educação a que se precisa pela sociedade é aquela que estimula as crianças, jovens e adultos a buscarem soluções criativas para o seu quotidiano.

Neste contexto, a reflexão crítica no ensino superior deve ser vista duma forma abrangente, questionadora com objectivo de fazer com que o estudante produza novos conhecimentos a partir de diferentes perspectivas. Deve ser em prol da formação de indivíduos com autonomia intelectual, com vontade de aprender coisas novas, com moldes exigidos pela sociedade assim como o mercado de emprego, para tal esse ensino superior deve ensinar esse indivíduo a pesquisar (ensinar pesquisando), pesquisar ensinando e aprender pesquisando com objectivo de dota-lo de autonomia anteriormente referida.

5.      Auto imagem
Auto imagem é a parte descritiva do conhecimento que o indivíduo tem de si próprio, alguns psicólogos designam como auto-estima e a maior parte dessa auto imagem é construída na infância estando estabilizada na fase adulta e permanecendo
A auto imagem é adquirida durante a aprendizagem, ao interagir com outros indivíduos que são importantes, neste caso o estudante do ensino superior cria sua imagem a partir de alguns docentes, autores etc, face a isso deve se chamar atenção ao papel do professor uma vez que este a maior parte são fontes de inspirações dos estudantes.

6.      Motivação
Motivação é um estimulo que o docente injecta nos estudante como intuito de aumentar a viabilidade de ocorrer uma determinada resposta do processo de ensino aprendizagem, sendo assim se a motivação for continua facilitara o domínio da aprendizagem com rapidez pretendida pelo docente. (MWAMWENDA, 2009:173).

No ensino superior esta motivação deve ser acentuada devido a duração do curso, depois as metodologias de ensino, a natureza dos trabalhos e como são encarados os assuntos. Na prática poucas vezes os estudantes são motivados pelos docentes, o que se verifica são desafios criados pelos docentes, como por exemplo quando um docente diz que a cadeira dele é muito complicada e faz referência de números de estudantes que ainda não fizeram a cadeira, pode se dar o caso de ser uma motivação, mais não a referida pelo Mwamenda, Castanho, como consequência desse tipo de motivação haverá um retardamento no processamento do pensamento.

O estudante motivado desperta vários processos internos de desenvolvimento, que são capazes de operar somente quando este interage com pessoas em seu ambiente e quando em cooperação com seus companheiros. Uma vez motivados, esses processos tornam-se parte das aquisições do desenvolvimento independente do estudante (VIGOTSKI, 2002,118 

7.      Desenvolvimento pleno e integral
O desenvolvimento pleno e Integral, devem ser entendido baseando se na ideia que a educação desempenha um papel significativo e indispensável na formação humana, onde essa formação humana não se deve esgotar a penas no espaço físico da escola, no horário ou cumprimento do programa curricular do ensino ou formação.

Deve-se reconhecer que os estudantes no em ensino superior são sujeitos de vivências que, embora relacionadas às idades de formação específicas e que requerem atenção também específica, dependem de processos educacionais intencionais abrangentes e da abertura do espaço escolar onde este desenvolva suas ideias. A abertura aqui referenciada deve estar condicionada as questões sobre os valores com os quais uma dada sociedade.


Bibliografia
GIDDENS, A. Sociologia, editora Fundação Calouste Gulbenkian, 2ª Edição, 2000
POSTIC, M. A Relação Pedagógica, Editora Padrões Culturais, s/ed, Lisboa, 2007.
AMADO, J. Interacções e Indisciplina na Escola, Edições Asa, Porto, 2002,
ALVES, Pinto, Alunos na Escola, Imagens e Interacções, Porto, Edições ISET 2008
VIEGA, I.P.A, CASTANHO, M.E. Pedagogia universitária, aulas em foco. Editora Papirus, 3 edição, São Paulo, 2002.
MWAMWENDA, Tuxtufye,s, Psicologia Educacional: uma perspectiva africana, 1ª Edição, Texto Editora. Moçambique, 2009

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