ANÁLISE
DE MODELOS DE ENSINO

Osvaldo de Carvalho é actualmente mestrando em Educação/Formação de Formadores pela Faculdade deEducação na Universidade Pedagógica Delegação da Beira - 2013. Possui uma Licenciatura em Ciências Militar pela Academia Militar Marechal Samora Machel- Nampula. Formado em Relações publica, associativismo, elaboração e gestão de projecto de desenvolvimento. Tem experiência na área da Educação. Actualmente desempenha funções de oficial na unidade Chimoio.
docente
Prof.Doutor Adriano Niquice
ANÁLISE DE MODELOS DE ENSINO
- Modelo mediacional
Este
modelo segundo o Gomez e Sacristán (1998:73), divide-se em duas vertentes o
modelo centrado no professor onde o pensamento do professor deve ser visto como
o substrato básico que influi decisivamente no comportamento do aluno, aqui não
há consideração das ideias dos alunos. A segunda vertente é o do modelo
centrado no aluno que tem uma influência completa no aluno e é vista como um
meio de moderação.
Baseando-se
nestes dois pressupostos o autor desse texto reflexivo interessou-se em fazer
uma abordagem reflexiva dando mais ênfase ao modelo centrado no aluno, devido a
sua extrema importância no processo de ensino e aprendizagem para o
desenvolvimento intelectual do individuo.
É
preciso dar valor ao pensamento do aluno, deve-se ver o aluno também como
mediador do processo de ensino e aprendizagem com objectivo de democratiza-lo,
convida-lo a dar seus pontos de vista sobre os temas abordados durante o
processo de ensino e aprendizagem.
1.1.Modelo
Mediacional Centrado no aluno
O
modelo mediacional centrado no aluno focalizou sua atenção no indivíduo
particular como sujeito de aprendizagem. (GOMEZ e SACRISTÁN:1998;75).
Parafraseando
o pensamento destes autores, esta atenção focalizada no indivíduo visa
considerar a importância das variáveis dos alunos, neste caso considera o aluno
como um indivíduo activo e processador de informações úteis para o seu
desenvolvimento e para o processo de ensino e aprendizagem. Informações estas
que o aluno adquiri no seu meio social ou comunidade.
Estes
aspectos contextualizados na prática não são verificados na sua totalidade
devido a vários factores, o mais verificado na realidade é o desencorajamento e
desvalorização do pensamento do aluno, uma vez o aluno desmoralizado o
professor terá um domínio total e completo dos alunos, contribuindo desta forma
para o mau aproveitamento dos alunos.
As
reformas educativas actuais reconduzem a função do professor como mediador no processo
de ensino e aprendizagem com intuito de dar mais espaço ao aluno.
Lopez
e Perez (1992:547), indicam o professor como mediador de aprendizagem, da
cultura social e institucional e como arquitecto do conhecimento do aluno.
Baseando
se neste principio o autor deste texto conclui que a componente cultural e social
é muito fundamental para que o aluno tenha uma cultura democrática o que vai
contribuir para criação de pensamento e a expressividade durante as aulas.
Deve-se
chamar a consciência do professor bem como dar maior atenção ao material e
metodologias de ensino, com objectivo de evitar que o professor assim como
metodologia limitam o aluno a expor seu sentimento durante a aula.
O
ensino centrado no aluno não se implementa por que alguns professores se esquecem
da valorização das informações adquiridas a partir de hábitos e costumes
locais, concentrando-se apenas nas informações adquiridas através de técnicas
de ensino.
O método do ensino
centrado no aluno tem uma extrema importância por que considera as especificações
da aprendizagem de cada aluno e encarrega ao professor o papel de moderador e
mediador do PEA e os alunos participantes activos onde comparticipam com a produção
e criação do que aprendem.
Este modelo assim como
outros modelos educativos são de extrema importância e também apresentam suas limitações. O centrado no aluno está ligado com a qualidade e quantidade dos recursos.
Para nosso caso as limitações
do modelo de ensino centrado no aluno assim como outros modelos são muito
visíveis devidos as enchentes nas salas de aulas, o professor sem motivação,
salas assim como as escolas precárias, influências da politica vigente no pais.
O que devia ser é que o
professor fosse motivado através de criação de mínimas condições de vida e
qualificações profissionais, as escolas assim como as salas de aulas
apetrechadas de equipamento modernos e as turmas com números de alunos
aceitáveis.
Bibliografia
GOMEZ, A.I.Perez: Compreender e Transformar o Ensino, 4ᵃedicação,
ArtMed, São Paulo, 1998.
LOPEZ, D. PEREZ, E.Y.
Roman: Modificabilidade da inteligência e
educabilidad cognitifa, S/ed, 1992.
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